Filhos.

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Minha Admiração Por Ângela Belati.
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Filhos.

Stephaine Bárbara, Suzzan Évelyn, Sharalle Márjorie e Sullivan Felipe; são meus quatro filhos!

Sou uma figura muito pragmática-utilitarista em matéria de coisas emocionais; a vida não é feita de coisas que eu gostaria que fossem, mas daquilo que é. Também por ser um borderline plenamente controlado por métodos naturais e espirituais oriundos de Deus, meu ostracismo me impede de arroubos de choros e sentimentalismo.

A idade vai avançando, vejo meus filhos envelhecendo comigo e meus netos surgindo no Mundo e bem sei que fisicamente, presencialmente, eu e eles estamos distantes. Nos últimos 18 anos eu só conheço as nuances, as frases, as imagens, as histórias pontuais e esporádicas de meus filhos à distância. A linha do tempo ininterrupta na convivência não existiu porque eu estou no Norte-Nordeste Brasileiro e eles em Santa Catarina. O que sei é o que eles me revelam.

No clássico de Liev Tolstói intitulado Anna Karenina a frase fantástica que ele apõe de saída diz muito de minha realidade interior: “Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira”. Há possibilidade de se escrever centenas e até milhares de páginas sobre isto, mas não é o que quero e nem é necessário.

O significado desta frase para mim é que as famílias, por si sós, sem a influência de outras pessoas podem escolher um caminho de sofrimento se assim desejarem; mas eu creio que Deus guiou-me e guio-os até o que somos hoje: eles me respeitam e cumprem a Palavra de Deus neste ponto e, por esta razão, minha benção está sobre os quatro: respeitar o pai não é uma opção, é um mandamento, quem o cumpre viverá! É a promessa divina! E só por isto já há motivos para que a minha infelicidade de não ter podido conviver com eles nestes anos seja minimizada.

Mais ainda, eles encontraram seus amores e eu vejo isto no brilho dos olhos deles, na entonação das falas e nas conquistas que vão surgindo nas mídias sociais e contatos comigo.

Como sou um evangélico-dogmático e isto me defende das crises bordeline com rigor próprio do isolamento que preciso, não me atormento com a ideia de que perdi anos com eles, está escrito que “todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus e guardam Seu propósito” (Romanos 8:28); mas, me causa certa ansiedade a ideia de que eles não estarão na vida eterna sob os auspícios da bendita esperança cristã e assim eu terei perdido o melhor da vida deles na minha.

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