Para Keyla!

Filhos.
8 de maio de 2020

Para Keyla!

Neste meu primeiro dia de reedição total de meu Site, tenho uma mensagem para Keyla.

Examinando minhas anotações que me apontam para a 2ª Licenciatura em História que venho fazendo, eis que deparei-me com um fato histórico excepcional e interessantíssimo; trata-se do romance brasileiro mais ardente de todos os tempos e que pode ser considerado em breve manifestação que está na apresentação do Livro: “Titília e Demonão – Cartas Inéditas de Dom Pedro I à Marquesa de Santos”

Diz o Artigo:

“No segundo semestre de 2010, foram encontradas quase por acidente, em um obscuro museu nos EUA, nada menos que 94 cartas do imperador Dom Pedro I à sua célebre amante, Domitila de Castro, a marquesa de Santos, escritas entre 1823 e 1827, logo depois desaparecidas e esquecidas.
Paulo Rezzutti, o autor dessa descoberta sem paralelo na nossa História, atribui o achado à intervenção de “Santa Domitila”, cujo túmulo no Cemitério da Consolação é visitado até hoje por moças que vão lá rezar para pedir um marido.
Muito antes, porém, de ser considerada santa por alguns, Domitila de Castro, uma jovem paulista divorciada, teve um envolvimento bastante profano com o primeiro Imperador do Brasil, e esse romance proibido foi o grande escândalo de sua época, chegando a repercutir nas cortes europeias. Pois, não contente em trazer a sua amante paulista para a corte no Rio de Janeiro, nomeá-la marquesa e torná-la dama camarista da bondosa imperatriz Leopoldina, Dom Pedro ainda fez criar os filhos que teve com Domitila ao lado dos meios-irmãos legítimos.
Essa ruidosa aventura extraconjugal, que constitui o maior romance da nossa história, ficou registrada, em parte, nas cartas que o Imperador, assinando como “O Demonão”, escreveu para ela, a quem chamava de “Titília”.”

Em certo trecho da narrativa, verifica-se um excelente lirismo que surge de confissões impróprias para menores e, direi como conservador, para ouvidos mexeriqueiros, onde, na carta 9, o ilustre Libertador da Nação declara:

“Ontem mesmo fiz amor de matrimônio para que hoje, se mecê estiver melhor e com disposição, fazer o nosso amor por devoção.

Dom Pedro I, é sabido à boca miúda, tinha uma característica pessoal não muito aconselhável que era a de ser um mulherengo indomável, conferindo até mesmo a irmã de Titília, na ausência desta.

No glorioso livro sagrado, o sábio registra: “Desfrute a vida com a mulher a quem você ama.” (Eclesiastes 9.9)

Em cantares, o mais romântico (ou único) de todos os livros da Bíblia está registrado no Capítulo 7:

“(10) Eu pertenço ao meu amado,
e ele me deseja.
(11) Venha, meu amado,
vamos fugir para o campo,
passemos a noite nos povoados.
(12) Vamos cedo para as vinhas
para ver se as videiras brotaram,
se as suas flores se abriram
e se as romãs estão em flor;
ali eu lhe darei o meu amor.”

Estou convencido de que Dom Pedro I nunca amou verdadeiramente mulher alguma e ao mesmo tempo amava todas – dependendo da vez.

De minha parte, resignado e reservado como verificas que sou; amo você e tenho uma única reclamação: não ter conhecido você antes …. bem antes!

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