Por Que Não Sou Socialista-Comunista?

Quando Revejo Meu Reflexo!
5 de junho de 2020
A Definição da Expressão “Naturologia” no Brasil.
16 de junho de 2020

Por Que Não Sou Socialista-Comunista?

Há uma frase de Cristo sobre desigualdade social que abriu meu entendimento sobre o que isto significa neste Mundo; é a seguinte: “Quanto aos pobres, vós sempre os tereis convosco, mas a Mim vós nem sempre tereis.” (João 12:8 e Mateus 26:11); em Marcos 14:7 o texto vem acrescido de uma “opção” sobre esta situação: “Quanto aos pobres, sempre os tendes ao vosso lado e os podeis ajudar todas as vezes que o desejardes, todavia a Mim nem sempre tereis”.

Esta passagem decidiu minha vida no sentido de não ser, de forma alguma, sob nenhuma hipótese, minimamente, um Socialista ou Comunista, muito menos Fascista-Nazista, ou iludido!

Pelo contrário, deu-me maturidade para entender este lugar onde estou e que o Apóstolo explica sem tergiversações: “o Mundo inteiro jaz no Maligno” (1ª João 5:19). Para mim, Socialismo ou Comunismo algum dará jeito neste Mundo perdido. Ponto! Jesus Cristo é a única solução e esta solução será definitiva no que as Escrituras chamam de “a bendita esperança” (Tito 2:13).

Porém, atento à pauta, vejo nas Escrituras, que o Divino Mestre, que não cometeu engano (Isaías 53:9; 1ª Pedro 2:22), firma pela ordenança da Torah, esta verdade que deve ser aceita como realidade incontestável: “Nunca deixará de haver pobres na Terra; é por esse motivo que Te ordeno: abre a mão em favor do teu irmão, tanto para o pobre como para o necessitado de tua terra!” (Deuteronômio 15:11). E no verso 4 deste capítulo 15 de Deuteronômio, Deus espera que a pobreza seja extinta em Israel – o que sabemos, nunca aconteceu!

A ordem é “socorrer os pobres”, mas é caso de “liberdade individual” de querer ou não fazê-lo!

E há algumas regras que são tão válidas em peso espiritual como esta que manda ajudar os pobres; eis as quatro mais importantes para mim:

(1ª) Em 2ª Tessalonicenses 3:10-15 está determinado que: “quem não quer trabalhar não tem direito de comer”; diz-se que “não deve ser tratado como inimigo”, mas que sobre este tipo de vagabundo, “notai o tal e não vos mistureis com ele” e “admoestai-o como irmão”.

(2ª) Em Tiago 1:27 está escrito: “a religião pura e sem mácula para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do Mundo”.

(3ª) Temos quatro passagens fundamentais sobre diligência no trabalho: Provérbios 22:29; 13:4; 10:4; 21:5. Todas dizem que “o diligente, o trabalhador sério, o sujeito focado em atuar como profissional de excelência”, não passará miséria e nem será um pobre. Isto reforça a questão básica que me põe contra o Socialismo e o Comunismo. A pessoa deve ser deixada livre para ser o que quiser ser: diligente ou vagabundo! Mas, pretender que o Estado tem que dominar sobre todos nós para satisfazer as necessidades dos pobres é um erro que, a História confirma, cria coisas como Socialismo, Comunismo, Fascismo e Nazismo.

Na verdade, a visão Liberal-Econômica, que é a que eu defendo, posiciona as coisas de tal modo que eu devo ser livre para escolher meu caminho de trabalho, pela utilidade que minhas vocações me inclinam e, conforme minhas aspirações de sucesso eu queira trabalhar; eu creio e defendo que cada pessoa “dará conta de si mesmo diante de Deus” (Romanos 14:12), e que deve ser respeitada caso queira ser um sujeito fraco e vagabundo, colhendo as consequências de suas escolhas! O contrário é válido na mesma medida! Porém, em caso de calamidade ou nos casos especificados nos versos que apresentei: ajudar é a atitude própria “dos justos”.

(4º) Defendo o Liberalismo-Econômico porque ele me permite construir minha própria história pessoal sem ser violado por oportunistas que, sob pretexto de Socialismo e Comunismo, são sempre espertalhões que querem “roubar e pilhar” (João 10:10) as riquezas e trabalho dos outros. Porém, sempre entendendo que há um Julgamento Divino, onde podemos analisar com seriedade a ordem de que devemos socorrer os pobres se queremos ser “justos diante de Deus”; a marcação no Juízo Divino é firme e clara: “Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que Te vimos com FOME e te demos de comer? Com SEDE e Te demos de beber? Quando foi que Te vimos como estrangeiro e Te recebemos em casa, e SEM ROUPA e Te vestimos? Quando foi que Te vimos DOENTE ou PRESO e fomos Te visitar?’ Então o Rei lhes responderá: ‘em verdade Eu vos digo que todas as vezes que fizestes isso A UM DOS MENORES DE MEUS IRMÃOS, FOI a MIM QUE o FIZESTES!”. (Mateus 25:37-40).

Todos já ouvimos a frase: “Deus te abençoe!” – ela é dita quando ajudamos um pobre necessitado; de onde veio isto? De Deuteronômio 15:10 ao declarar: “quando lhe deres algo, não dês com má vontade, pois em resposta a esse gesto, Yahweh, Teu Deus, te abençoará em todo o teu trabalho e em todo empreendimento da tua mão”.

Esta é outra passagem que define de modo fortíssimo porque as teorias Socialistas, Comunistas, Fascistas e Nazistas são diabólicas e impedem o cumprimento da liberalidade espontânea das pessoas diante de Deus, criando um jugo que nem o Senhor colocou sobre nenhum de nós. A decisão de ajudar deve ser livre e não imposta!

Ademais, se pegarmos a Lei de Deus ou a Lei dos homens e perguntarmos: o que é roubar? o que é ser ladrão? o que é furto? Imediatamente obteremos a resposta em qualquer dicionário ou Código Penal de qualquer Nação: “roubo ou furto é o ato de subtrair coisa alheia, para si ou para outro, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido a impossibilidade de resistência; é apropriar-se de um bem alheio, mediante violência, ameaça, engano ou fraude”.

Ora, como é possível que alguém roube algo da minha pessoa, sem que este algo seja antes de tudo, propriedade privada minha? Só existe roubo na apropriação de coisa alheia!

Algumas coisas são absolutamente minhas e não tenho que dá-las a quem eu não quiser e, não sou obrigado a ser submetido a nenhuma violência de quem quer que seja, por defender minha propriedade privada e particular.

No ambiente da Igreja Cristã, temos visto pessoas que defendem uma aberração chamada Teologia da Libertação. Esta gente não acredita na Segunda Vinda de Cristo determinada nas Escrituras, porque para eles Jesus Cristo é um libertador social. Esta gente trabalha para destruir a fé histórica com teorias do tipo: “Jesus foi um revolucionário”; “Jesus foi apenas um profeta”; “não houve milagre da multiplicação dos pães e sim um símbolo do comunismo”; “Jesus foi um político”; “o demônio Satanás não existe”; “a ecologia é mais importante que a salvação”; sou totalmente contra esta tese de que o evangelho não é para nos libertar do pecado, mas da crise social.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *