Testemunho

O “testemunho” de uma pessoa sobre aquilo em que crê, não é, para fins de entendimento do Reino de Deus, uma opção de menor importância, antes, é a chave de toda uma construção sobre a qual o Espírito Santo vai edificar.

O que uma pessoa crê é a base da construção de sua vida espiritual, moral e de sua conduta nesta vida! Achar que podemos crer em qualquer coisa e que isto é assim mesmo é, definitivamente uma crença de uma pessoa imbecil ou sem qualquer respeito por si. Uma pessoa com incapacidade de considerar este assunto com a seriedade que merece é desconfiável, porque não tem fundamentos de coisa alguma que seja digna de uma consideração séria do interlocutor.

O “testemunho de fé de uma pessoa” é a chave de suas convicções e de suas razões!

Se alguém diz que não tem crença em coisa alguma, então ela acaba de declarar a sua própria confissão de fé, ou seja, a fé niilista que ensina que a vida do indivíduo é uma coisa amorfa e sem propósito – ser feliz ou infeliz tanto faz, ser útil ou inútil seria, por hipótese, a mesma coisa, miséria ou riqueza, saúde ou doença é, em tese uma coisa indiferente.

Ora, é claro que vida é diferente de morte e que a dor é diferente da saúde; portanto, as crenças de uma pessoa não são assunto para retardados mentais, mas para pessoas com capacidade de ajuizar as questões da vida e da morte. Coisa de seres humanos plenos!

A primeira grande exigência que se determina no Evangelho de Jesus Cristo, conforme somos informados pelos Apóstolos, é a seguinte:

A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: ‘Todo aquele que nEle crer não será confundido’. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que O invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Romanos 1:9-13).

Por isto, vemos que “se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” é a chave da salvação para qualquer ser humano.

Os críticos sem capacidade de leitura séria dizem que o Cristianismo Bíblico é uma religião exclusivista, que não abre espaço para negociar com as outras formas de crença e que por esta razão, não é democrática e que por isto é fanatizante.

O que tais críticos estão dizendo é que não aceitam a autoridade de Cristo nas palavras que acabamos de ler e isto representa “o testemunho” de uma pessoa!

O que Jesus Cristo tem a declarar acerca destes críticos?

A base do Cristianismo Bíblico está nesta ordem de Cristo:

Porque Deus amou o Mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao Mundo, não para que condenasse o Mundo, mas para que o Mundo fosse salvo por Ele. Quem crê nEle não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no Nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus. (João 3:16-21).

A posição dos cristãos bíblicos não é fanatizante e nem é extremista, na verdade, a posição é a única que pode garantir a vida eterna e quem quiser contender contra esta verdade universal, que o faça, mas saiba que este “testemunho” aqui declarado é a posição de Jesus Cristo!

Todavia, esta crença que é pronunciada pela boca de quem aceita a Palavra Bíblica, deve vir do coração que acredita que Cristo ressuscitou dentre os mortos, e isto mata, de início: todas as religiões e filosofias que acreditam ou defendem a reencarnação e todas as religiões e filosofias que ensinam que o ser humano tem que praticar obras para ser salvo.

Na verdade, quando nos dedicamos cuidadosamente ao estudo comparativo das religiões, podemos ver que a lacuna entre o Cristianismo e todas as demais Religiões é intransponível.

Não há qualquer possibilidade, mínima que seja, de um acerto entre os seus fundamentos – e isto nada tem que ver com fanatismo ou xenofobia; na verdade, são conceitos inegociáveis porque naturalmente se excluem completa e absolutamente, isto é, ou o ser humano é salvo por seus próprios méritos reencarnando ou praticando boas-obras, ou então é salvo pela graça de Deus. Por isto é que as duas proposituras são inegociáveis, porque são antagônicas no conceito elementar.

Na verdade, somos forçados a concluir que realmente há apenas duas religiões no Mundo: o Cristianismo Bíblico de um lado, e todas as outras religiões de outro.

As religiões propõem como o ser humano pode chegar a Deus com boas obras e esforços diversos que vão desde emulações corporais até rezas intermináveis; do outro lado, a Bíblia nos informa que a própria Divindade aniquilou-se e se fez humanidade para elevá-la à Si mesma (Filipenses 2:5-11).

E ao nos referimos ao Cristianismo Bíblico como uma “religião”, fazemo-lo apenas para propósitos comparativos na linha didática de nosso testemunho aqui enunciado, porque tal poder de Deus não pode ser jamais uma religião que é conceitualmente um sistema de crenças elaboradas pelo homem, enquanto que o que aqui apresentamos deve ser claramente entendido como se identifica e qualifica pela própria Palavra de Deus:

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu e também do grego (Romanos 1:16).

Essas duas “religiões” são diferenciadas principalmente por aquilo que ensinam a respeito da salvação – como uma pessoa pode chegar a Deus!

O que todas as religiões e todos os seus seguidores em toda parte defendem é que o ser humano chega a Deus por conta das suas obras meritórias, da reencarnação ou de suas boas intenções – assim sendo, temos que escolher esta definição de valor ou acolher o Evangelho. Não há duas estradas que levem o ser humano a Deus.

E, podemos avançar cuidadosamente aqui e verificar que cada uma das duas posições que se opõem, podem ser classificadas em uma destas categorias:

(1) O que o ser humano tem de realizar; ou,

(2) O que Deus consumou (através de Jesus).

Em palavras mais simples: a religião do “Fazer” ou a do “Feito”!

Me refiro aqui ao fato de que:

(1) Ou há coisas que devemos fazer (realizações humanas); ou,

(2) Não há nada que possamos fazer porque tudo já foi feito (consumação divina) para sermos aceitos diante de Deus.

Apenas o Cristianismo Bíblico está na categoria de consumação divina, todas as outras Religiões do Mundo devem ser classificadas sob o rótulo de realizações humanas. Por que é assim de forma absoluta? Porque o finito não poderá jamais alcançar o infinito; quando Deus faz exigências, Ele está exigindo dentro de um nível que não pode ser senão o da infinitude de Sua enorme Pessoa! É por isto que qualquer ritual ou qualquer tipo de oferenda não pode conquistar a simpatia de Deus, porque Ele não precisa e nem está em busca de bagulhos e coisas que para nada servem à Sua Infinita glória.

Mas, se formos sérios na análise da relação com Deus, veremos que a revelação bíblica (Jesus) ensinou acerca desta nossa aproximação o seguinte:

Disse-lhe Jesus: mulher, crê-Me que vem a hora em que nem neste Monte e nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade. (João 4:20-24).

Qual o “testemunho” que devemos dar?

Que cremos no Filho Unigênito de Deus!

Quem é este tal Filho de Deus?

Jesus Cristo que em hebraico se denominaria Yehoshua Mashiah! Sim, um judeu que salva a Humanidade de sua condição de pecado diante do Deus Eterno! E isto não significa nada para o próprio povo judeu que não só O renegou e renega, mas também trabalha ativamente para eliminar a Sua mensagem do Mundo!

Quem é exatamente Ele?

O “único” “gerado” (Unigênito) de Deus. (João 1:1-5,14,18; 3:16-21)

Se colocarmos na mesa as grandes Religiões do Mundo, teremos o seguinte esquema:

- Hinduísmo

- Budismo

- Islamismo

- Judaísmo

- Taoísmo

- Xintoísmo

- Confucionismo

- Animismo

- Espiritismo

- Romanismo

Nenhuma destas religiões ensina ou pratica a Doutrina do Evangelho em sua mais absoluta clareza!

Porque tenho esta completa e segura compreensão? Basta ler e examinar pela observação o que se propõe em cada uma delas.

No Hinduísmo se propõe o culto aos mortos, a adoração de diversos deuses, o que em si já é a total negação de João 17:3 e de toda a Bíblia. O Budismo tem uma linha rigorosa de ética e dominação das paixões carnais (esforço humano) para poder celebrar esta “encarnação” da melhor forma possível e ter a “próxima reencarnação” num plano superior, ou seja, na tem o Evangelho conforme João 3:16-21.

O Islamismo é uma religião cheia de normas éticas, de regras e de uma posição mundialmente conhecida de extermínio de judeus e de cristãos, definida no próprio Alcorão como uma glória, sobretudo, porque os que discordam deles são infiéis e devem ser exterminados da humanidade. O Judaísmo é um dos maiores vergonhas que poderiam existir: negam o próprio Cristo que é o Messias que Israel esperava e, depois de todas as profecias que amontoam umas sobre as outras na confirmação de seu enorme erro, não se arrependem e continuam “esperando o Messias”, vivem cheios de obras da Torah e não saem de onde sempre tiveram, na miséria que clamaram contra si e seus filhos quando crucificaram o Filho de Deus.

O Taoísmo, o Xintoísmo e o Confucionismo são sistemas filosóficos fundamentados em reencarnação, culto aos mortos, rituais para manter a aceitação dos deuses ou da força cósmica, isto é, nada tem a ver com o Evangelho.

O Animismo é a religião do culto da Natureza, do culto das forças naturais da biologia e da biodiversidade, é a religião dos indígenas, dos tribalistas e dos que vivem em grande escuridão mental e nem sabem como é o planeta onde vivemos. É a religião dos totens e das lendas, dos mitos e das drogas das florestas, dos estados alterados de consciência, que cultuam espíritos e, por si sós já são uma aberração diante do Evangelho de Cristo.

O Espiritismo é a religião da reencarnação e da imortalidade do ser humano que pode, em si mesmo resolver as suas questões com Deus, ou seja, não só considera a ressurreição do corpo uma impossibilidade, como negará o sentido claríssimo do Evangelho que põe Cristo como Salvador da espécie humana, como sacrifício expiatório pelo pecado.

O Romanismo é a religião dos diversos cultos aos mortos, das evocações de espíritos de mortos que tentam minimizar chamando-os de santos; é a religião das penitências para resolver o problema do pecado; das indulgências para comprar um lugar no Céu; da cúria que assassinou milhões de pessoas em todo o Mundo por mais de 1500 anos e que apresenta-se cheia de rituais que ferem objetivamente João 4:20-24 e 1ª Coríntios 3:16-17 (Romanos 12:1-3), etc. al.

O Protestantismo que atualmente temos visto apresentar-se na televisão é a religião do culto da personalidade de semi-deuses, pastores que só pensam em produtividade e dinheiro, como se isto fosse o Evangelho do Reino. São uma aberração! Quanto mais crescem, mais os seus seguidores ficam ignorantes da verdade do Evangelho e mais fanáticos por seus cultos barulhentos e por suas mentirosas curas milagrosas e suas manifestações de insanidade religiosa – religiões de mercadores da alma humana! Que podem ter com Evangelho do Reino?

Nada entendem sobre o poder de Deus para a salvação! São esforços humanos perdidos em si mesmos! Disse o próprio Cristo:

Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece (João 3:36).

Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a Minha palavra, e crê nAquele que Me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. (João 5:24)

E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, Aquele que Tu enviastes (João 17:3)

Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por Mim (João 14:6).

O Evangelho Bíblico, que fundamenta o Cristianismo Bíblico, se fundamenta nestas questões e não há, como podemos ver, qualquer negociação com mais nada.

Inclusive deve ficar bem claro que não se trata de uma opinião nossa, mas os textos falam por si mesmos!

A vida eterna se estabelece pela nossa crença de que Jesus Cristo é o nosso Salvador, cremos em Sua Palavra, no Seu poder, cremos na realidade em nada mais, mas somente nEle – jamais poderemos negociar com reencarnação, com obras humanas, sejam elas a guarda dos mandamentos de Deus, da Torah ou de qualquer outro código de ética. Cristo é a chave hermenêutica do entendimento de qualquer coisa, nEle estão escondidos os tesouros da sabedoria e da ciência de Deus.

Esta realidade se encerra então com esta definitiva explicação de Cristo sobre a fraqueza da religião humana e porque ela não poderá jamais, sob hipótese alguma, ser aceita diante de Deus:

E o Pai, que Me enviou, Ele mesmo testificou de Mim. Vós nunca ouvistes a Sua voz, nem vistes o Seu parecer. E a Sua palavra não permanece em vós, porque nAquele que Ele enviou não credes vós. Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam; mas não quereis vir a Mim para terdes vida. Eu não recebo glória dos homens; mas bem vos conheço, que não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome de Meu Pai, e não Me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis. Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus? Não cuideis que Eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais. (João 5:37-46).

Para se entender o que significa “testemunho” é necessário entendermos que a Religião da Bíblia é uma religião que nasce e se encerra em um homem chamado Jesus Cristo. Se qualquer pessoa quiser seguir por outro caminho tem este direito como ficou claro nos textos que aqui enunciamos, mas esta pessoa deve saber que a ira de Deus ficará sobre ela e não que a mão ou a ira de uma Igreja, de uma religião estará contra ela – nenhuma pessoa além de Jesus Cristo pessoalmente tem autoridade para exterminar da criação um ser humano! Isto é assunto entre a pessoa e Deus e, quanto a nós: bem, se pudermos cuidar de nossa própria alma, já teremos prestado um enorme favor a nós mesmos ao invés de bisbilhotar da vida alheia.

A Bíblia não é um livro de espíritas e nem de romanistas, não é livro nem mesmo dos judeus ou israelitas que negaram a própria pessoa de Jesus Cristo. Não é o livro de xintoístas, de confucionistas, de taoístas, de muçulmanos, de animistas. Não é o livro sagrado de budistas ou hindus – ela é o Livro que apresenta a pessoa de Jesus Cristo e, se alguém quer negócio com ela, deve atentar para o fato de que só é possível se relacionar com este sagrado Livro nos termos dele e não como bem entender.

O Meu Testemunho Pessoal (de Jean Alves Cabral Macedo)

Este é o meu testemunho – eu, Jean Alves Cabral Macedo, me confesso um grande iníquo e pecador diante de Deus e dos homens (Romanos 3:23; 1ª Timóteo 1:15) e, confesso por palavra, por pensamento e por atos que creio na graça de Deus manifesta na vida de Seu Filho Unigênito, o Salvador e Senhor Yehoshua, declarado nas Escrituras como sendo Aquele que abdicou da Sua natureza divina, ingressou na espécie humana, que viveu, ministrou, morreu e ressuscitou em corpo humano, que vive como Sumo Sacerdote da espécie humana e atua como redentor e edificador das vidas que se entregam ao Seu senhorio; Ele é Aquele que a Bíblia declara que virá nas nuvens do Céu com poder e grande glória para exterminar da Criação o pecado e a morte, Seus inimigos e restaurar a vida humana em seu ideal divino original conforme ensinam as Escrituras. Confesso minha completa e absoluta incompetência e incapacidade de me salvar e de ser bom, minha incapacidade de viver uma vida justa diante de Deus e por isto mesmo confesso-me totalmente dependente do Seu próprio Espírito para me resgatar de mim, do Mundo e das garras do Diabo. Louvado seja Yehoshua!

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