A) Credo.
Cremos que a Bíblia Sagrada, em seu conjunto de 66 livros reconhecidos pela tradição evangélico-protestante é o primeiro e maior fundamento para a vida espiritual e religiosa (2ª Timóteo 3:16-17).
Para nós, somente e unicamente a Palavra de Deus escrita na forma do Livro universalmente conhecido como “Bíblia Sagrada” pode servir como fonte e norma para a fé e vida das pessoas que se intitulam cristãs (1ª Coríntios 4:6); não aceitamos nenhuma autoridade que não encontre neste santo Livro a base de seus motivos e razões espirituais (2ª Coríntios 10:3-5).
Com base nesta definição, consideramos como princípios deste credo os seguintes aspectos:
(1) A Bíblia é completamente inspirada por Deus e devemos recebê-la em nossas vidas como guia para a nossa formação mental e espiritual, base de nossos julgamentos e regra da vida pessoal, familiar e social (1ª Tessalonicenses 2:13; 2ª Pedro 1:19-21; 2ª Pedro 3:1-2).
(2) A Bíblia cumpre com absoluta segurança a missão de instruir o ser humano acerca da vontade de Deus em termos de doutrina, comportamento, finalidade moral e prova do caráter, além de prover uma orientação sobre todo o conflito cósmico que envolve o destino da espécie humana e do Universo (João 5:39; Isaías 8:16,20; Romanos 15:4-6; Efésios 6:10-18).
(3) A Bíblia tem o poder divino de santificar a vida de todos os que se conformam com seus mais elevados princípios morais (João 17:17), pode guiar-nos na doutrina de Deus e afastar-nos do pecado (João 7:16,17; Salmo 119:11), atua como base da fé legítima (Romanos 10:17), penetra o mais profundo da alma humana e revela suas intenções agindo como uma espada espiritual (Hebreus 4:12; Efésios 6:17).
(4) A Bíblia não tem rival na missão de guia da vida (Salmo 119:105,160), é muito poderosa na batalha contra as doutrinas do mal (2ª Coríntios 10:4-5), tem legitimidade única como fonte de verdade e da exposição do evangelho (2ª Coríntios 4:1-4).
(5) O entendimento da Bíblia depende da direta ação de Deus (João 15:5; Tiago 1:5,6) e, esta direta intervenção sobrenatural ilumina nossa mente (1ª Coríntios 2:11-14), podendo ser conquistada mediante a leitura comparativa dos seus textos (Isaías 28:10,13), respeitando suas secções do velho e do novo testamentos (Lucas 24:44-45), sabendo que os pontos difíceis de entender estão nela revelados (2ª Pedro 3:14-18; Atos 16:14), tornando sábios e nobres aqueles que buscam entendê-la com sinceridade de coração (Atos 17:10-11; Provérbios 28:5; 1ª João 2:20,27).
(6) O nosso primeiro dever nesta vida é examinarmos nossa própria consciência (Romanos 14:12; 2ª Coríntios 13:5-6), então temos que buscar no Livro de Deus (Jeremias 34:16), a correta orientação que possa conduzir-nos ao centro de toda a sabedoria e de toda verdade do Deus de Israel e do Seu Filho Unigênito que é Cristo (1ª Coríntios 1:22-24; João 17:3; 3:16-17). Nesta revelação divina nosso principal propósito é receber a vida eterna e a glória do conhecimento de Deus (João 5:24; Jeremias 9:23-24; 1ª Coríntios 2:1-5).
(7) Não devemos errar quanto as Escrituras e a sua soberana validade enquanto manifestação do poder de Deus (Mateus 22:29); mas devemos estudá-las (Jeremias 15:16), e cumpri-las (Tiago 1:22), pois ela permanece para sempre como autoridade divina absoluta (Isaías 40:8).
Se uma pessoa qualquer nos perguntar por quais motivos nós cremos que a Bíblia que temos em nossas mãos é a Palavra de Deus, responderíamos sem qualquer constrangimento que nos baseamos em nossa fé (Hebreus 11:1,6; Romanos 1:16,17) para a nossa salvação e, por esta razão cremos neste santo Livro.
Ora, a fé não se constrói com base em uma teoria científica, nem em decorrência de uma opinião, mas só pode acontecer, segundo a própria Bíblia explica-nos da seguinte forma:
De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus. (Romanos 10:17)
O Professor Max Anders declara que o Pastor James I. Packer ensina em seu livro “Deus Falou”, qual foi a razão de Deus nos haver dado a Bíblia e preservá-la em sua pureza de conceitos e doutrinas com as seguintes palavras:
A resposta impressionante que a Bíblia dá a essa questão é que o propósito de Deus na revelação é fazer amizade conosco. Foi com essa finalidade que Ele criou seres racionais, à Sua imagem, capazes de pensar, ouvir, falar e amar; o Senhor queria que houvesse afeição e amizades genuínas, bilaterais, entre Ele e nós – uma relação não como a que existe entre um homem e seu cão, mas como a que há entre pai e filho ou entre marido e mulher. Amizade amorosa entre duas pessoas não tem nenhum motivo secundário: é um fim em si mesma. Essa é a finalidade de Deus na revelação. Ele fala conosco simplesmente para cumprir o propósito pelo qual fomos criados; quer dizer, para desenvolver um relacionamento em que Ele é nosso amigo, e nós, dEle; Deus se alegra em nos dar dons, e nós nos alegramos em lhe dar graças. (ANDERS. Max. A Bíblia em 12 Lições. Editora Vida, São Paulo, 2000, p. 118).
A Humanidade está organizada e dividida em seções e capítulos, são Nações, Estados e Municípios (Distritos), espalhados por toda a orbe terrestre. Nestes blocos de aglomeração humana há culturas distintas, visões de Mundo, projetos, programas, planos de governo, políticas e políticos, instituições e forças diversas. Nós, que somos apegados com a Bíblia temos nosso lugar também. Temos uma identidade diferente das demais, assim, como eles da nossa. E nossa identidade está casada indissoluvelmente com a Bíblia como Palavra de Deus e como fonte de nossas crenças e de nossa visão de Mundo e finalmente da nossa esperança em Cristo.
Entendemos de modo absolutamente seguro que existem elementos fortes e fartos de prova e evidência da credibilidade da Bíblia que temos em nossas mãos, em nossa casa agora mesmo. Entre eles, os mais proeminentes são os que se referem à sua credibilidade pela:
(1) Unidade harmoniosa e estrutural de todos os seus livros que verificamos no estudo diário;
(2) Pelo estudo de suas profecias que são objeto de investigação mundial;
(3) Por sua autoridade espiritual diante dos problemas que envolvem possessão demoníaca ou a regeneração da vida de milhões de pessoas que viviam em pecado e foram completamente transformadas;
(4) Seu caráter histórico irrepreensível que a cada dia vem deixando mais e mais arqueólogos e historiadores estupefatos sem falar nas certezas científicas que foram manifestas em seu texto numa época em que a mais moderna tecnologia era a da carroça de bois;
(5) A integridade de seus escritores humanos que não deixaram de apresentar a verdade dos fatos ainda que isto expusesse suas vidas à crítica negativa;
(6) A adaptação de suas mensagens à todas as épocas, culturas e situações indica sua superioridade divina diante de outros livros tais como o Alcorão, os Vedas, o Bagavat-Gita, dentre outros, sobretudo pelo convencimento de Cristo é o Senhor de todos os seres humanos;
(7) Sua indestrutibilidade está mais que comprovada ao longo dos séculos em que até mesmo igrejas (como a católica romana no período da Inquisição) tentaram eliminá-la da experiência humana e fracassaram porque o próprio Deus esteve à sua frente preservando-a;
(8) Sua estrutura moral inigualável ao ponto de servir de base universal para documentos tais como a Declaração Universal dos Direitos do Ser Humano criado em 1948 pela ONU;
(9) Sua revelação educacional da ética humana em seu mais elevado sentido, bem como da aplicação do valioso sentido figurativo capaz de expor realidades espirituais reais e que fogem à visão humana comum, como é o caso da realidade do grande conflito entre Cristo e Satanás;
(10) A sua capacidade de agregação em torno da fé e da comunhão entre pessoas de nacionalidades diferentes e que acabam harmonizadas, quebrando preconceitos de raça, cor e nacionalidade.
Mas estes fatos só podem ser compreendidos se as pessoas lerem a Bíblia por si mesmas! Esta é uma relação que deve acontecer entre a pessoa humana e a presença espiritual do Pai Celeste (João 4:21-26).
B) Negamos.
Em face do que cremos, temos que pontuar o que negamos firmemente e, no campo da batalha espiritual (Efésios 6:10-18; 2ª Coríntios 10:3-5), fazemos questão de enfrentar pelo exercício da manifestação de nossas crenças bem fundamentadas (1ª Pedro 3:14-15).
Nossa crença se impõe como um fundamento inegociável porque decidimos em razão da nossa fé (Hebreus 11:1,6), que não podemos ir além do que está escrito na Bíblia (1ª Coríntios 4:6), e para nós só é válida a defesa de uma doutrina rigorosamente bíblica (Mateus 22:29; João 5:24,29), porque a Bíblia diz que fora dela não existe padrão qualquer que possa levar-nos a uma correta comunhão com Deus (Isaías 8:16,20; Romanos 10:14-17).
Esta definição nossa, em forma de negação que, por força do próprio argumento isola todas as demais religiões e credos do Mundo, estabelece uma dogmática que muitos críticos chamarão de fundamentalismo. Mas, entendemos que não se trata de um posicionamento meramente humano. Em nossa crença não é possível crer em Deus baseados numa doutrina que siga o gênio humano porque este está destituído da glória de Deus (Romanos 3:23; Isaías 59:2).
A razão humana, quando iluminada pelo Espírito Santo mediante a Palavra, jamais tem a presunção de julgar as Escrituras, mas concorda com a Palavra de Deus em todas as coisas e se ufana dos seus ensinamentos sagrados (João 8:31-32; 2ª Coríntios 10:4-5; 1ª Coríntios 1:18,24). Lutero escreve com muito acerto:
“O Espírito Santo não opera sem a Palavra, nem antes da Palavra, mas vem com a Palavra e por ela, e não vai além da Palavra”. (MUELLER, John Theodore. Dogmática Cristã. Concórdia Editora, Porto Alegre, RS, 2004, p. 107).
A coerência de uma doutrina e a identidade de todas as áreas de confluência é requisito essencial, segundo ensinaram os apóstolos e o próprio Senhor, para uma fé bem consolidada na verdade e uma Igreja forte (Mateus 7:24-28; Mateus 15:8-9; Atos 2:42; Romanos 6:17; Efésios 4:14; 1ª Timóteo 1:3,10; 2ª Timóteo 4:3).
Em face desta firme definição, declaramos que repudiamos firmemente os seguintes procedimentos e comportamento em relação à Sagrada Bíblia:
(1) Repudiamos todo comportamento que põe o orgulho de opinião acima da Palavra de Deus, quer seja ele por inconformação ou rebeldia declarada (1ª Timóteo 6:3,4). Reconhecemos que os inimigos da Palavra de Deus todos aqueles que:
- Não entendem a linguagem humana em geral nem a linguagem da escritura em particular, mas criticam a Bíblia;
- Estão tão cheios de preconceitos, que se recusam a considerar honestamente as Palavras da Escritura e não se submetem a qualquer estudo sério a respeito da matéria;
- Empenham-se em compreender os divinos mistérios por meio de sua razão;
- Estão tomados de inimizade contra as verdades divinas que as Escrituras ensinam (Salmo 18:26; João 8:43-47; 2ª Coríntios 4:3,4).
(2) Repudiamos a desconsideração para com a Bíblia, especialmente quando as pessoas pretendem pôr em seu lugar a razão ou a lógica humana, calçada em razões humanas e não na inspiração do Espírito Santo (João 16:7-13), porque este procedimento põe a razão humana como a norma da fé e ao pôr tal sabedoria falível acima da verdade divina, exclui seu defensor da comunhão da Igreja (1ª Timóteo 6:3,4; Hebreus 4:12-13; 1ª Coríntios 1:18-25; 2:4-5).
(3) Repudiamos e não aceitamos, sob hipótese alguma, as decisões dos concílios eclesiásticos, o papado romano, presbitérios ou assembléias religiosas que pretendem substituir a Bíblia em matéria de crença, fé, doutrina, orientação para a salvação e santificação, ou que se proponha servir de prova de conduta e do caráter espiritual e religioso do ser humano. Isto está rigorosamente proibido em nosso meio (Efésios 2:20; 1ª Pedro 1:10-12; 1ª Timóteo 4:1; Mateus 23:8-12).
(4) Não aceitamos e repudiamos o papado romano que decretou em 1870 o dogma da infabilidade papal, basendo-se em uma equivocada interpretação de Mateus 16:18, normalmente vista fora do contexto escatológico que a encerra. Este dogma ignora em Mateus 28:20 (e outros versos) o que o próprio Cristo declarou a respeito da Sua Igreja, que Ele mesmo, pessoalmente, estaria à frente de sua liderança mundial. Paulo já previra o surgimento de anticristos (2ª Tessalonicenses 2:3,4), dentre os quais consideramos o papado romano o mais terrível deles. Para nós, a única “Pedra” estrutural e absoluta de controle da Igreja é o próprio Cristo (1ª Pedro 2:3-5; Salmo 118:22-23; Mateus 21:42-46; Atos 4:11-12; 1ª Coríntios 3:11; Efésios 1:20-23).
(5) Renegamos a teoria de que a ação do Espírito Santo acontece fora da doutrina bíblica (1ª Coríntios 4:6), como se o fundamento bíblico (Efésios 2:20; Isaías 8:16,20) fosse uma opção ao lado de outras. Este ponto é essencial na compreensão da unidade da fé cristã bíblica (João 17:20-21,17; Gálatas 1:18; Romanos 12:3; Filipenses 2:2; Atos 2:44-47). Se não fosse assim, a Igreja seria uma enorme confusão, cheia de teorias e doutrinas conflitantes e o choque das mesmas levaria a sua unidade ao colapso em pouco tempo.
(6) Proferimos um “anátema” (maldição) sobre todos os supostos profetas ou supostos videntes (Deuteronômio 13:1-5) que se arvoram “iluminados”, ou mesmo “complemento”, ou ainda “luzes menores”, em concorrência com a Bíblia (1ª Coríntios 4:6). Não aceitamos qualquer extensão à Bíblia. Ela é absoluta como fonte de toda doutrina verdadeira e nossa guia (Salmo 119:105; João 17:17,20; Efésios 2:20). Todas as revelações divinas se encerram em Cristo e, os profetas do antigo e novo testamentos, bem como os seus apóstolos realizaram uma obra completa de revelação divina, por esta razão, entendemos que a salvação garantida com base nos escritos que serviram aos irmãos e fiéis dos primeiros séculos são suficientes para garantirem a nós a salvação hoje (Atos 20:26-28; Romanos 16:17-18; Lucas 16:29-31). Neste ponto concordamos com John Theodore Mueller: “ou bem estas novas revelações contém o que já as Escrituras ensinam e, neste caso, são supérfluas; ou bem propõem ensinamentos contrários à Bíblia, e neste caso, são injuriosas e devem ser repelidas”. (MUELLER, John Theodore. Dogmática Cristã. Concórdia Editora, Porto Alegre, RS, 2004, p. 110).
(7) Renegamos qualquer teoria ou doutrina que proponha que a fé pode ser estabelecida na vida humana sem o auxílio direto do Espírito de Deus (1ª Coríntios 2:4-5) através da revelação que faz de Si mesmo na Bíblia (João 16:7-13; Romanos 10:17; João 5:39).
(8) Renegamos que qualquer pessoa possa ter a capacidade de julgar assuntos doutrinários sem o devido embasamento na Bíblia (1ª Pedro 4:11; 1ª Coríntios 4:6; Isaías 8:16,20). Entendemos que a Bíblia é destinada a todos os seres humanos especialmente na qualidade de fonte única de verdade doutrinal (Lucas 16:29-31; João 5:39; Atos 17:11), inclusive atingindo as crianças (2ª Timóteo 3:15; 1ª João 2:13). Entendemos que, uma vez que a Bíblia é a regra maior de fé e verdade, qualquer publicação ou decisão da Igreja, que se fundamente neste princípio e exalte-o firmemente poderá ser considerada uma norma secundária, não infalível, passível de alteração e transitória, principalmente devido às dificuldades que estiverem implícitas ou explícitas na difusão do Evangelho do Reino, em atendimento à ordem do Mestre (Mateus 28:19-20).
(9) Renegamos os livros apócrifos que não são reconhecidos pela Igreja Israelita histórica, pelo próprio Cristo ou pelos Apóstolos. Por exemplo, a nossa Bíblia de 66 livros tem sido suficiente, mas recentemente verificamos que o Apóstolo Judas (1:4-21) identifica o Livro de Enoque como sendo válido para a compreensão de verdades fundamentais, e com esta opinião Pedro e Paulo se manifestaram favoráveis ao citarem conceitos expressos por Judas - este tema tem sido objeto de nossa investigação cuidadosa, porque teríamos aqui um 67º Livro Sagrada que foi rejeitado pela Igreja de Roma em 325, no Concílio de Nicéia, por razões escusas e inaceitáveis, pois que se Apóstolos creditam validade a este texto, quem pode se atrever a negar a sua legitimidade? Afora esta consideração, podemos saber qual o Cânon de Livros reconhecidos pela compreensão da Bíblia reconhecida por Cristo em Seu tempo de missão na Terra (Lucas 16:29; 24:44; João 5:39; 10:35; Mateus 5:17). Igualmente reconhecemos os escritos dos apóstolos (Mateus 24:35; João 17:17,20; Efésios 2:20). Nenhuma denominação religiosa possui idoneidade e autoridade para desmontar o Cânon de Livros que historicamente a Igreja Apostólica considerou eficaz para esclarecer a todos sobre a doutrina de Cristo e a revelação de Deus. A Bíblia é eficaz e completa em termos de tudo o que precisamos para o fiel cumprimento de nossa finalidade moral e existencial. Ela pode conferir-nos: fé (Romanos 10:17), regeneração (1ª Pedro 1:23), santificação (João 17:17,20), poder de Deus (Romanos 1:16-17), toda condição educacional essencial (1ª Timóteo 3:15-17).
(10) Renegamos e repudiamos a teoria de que a Bíblia contém erros e falhas, que não é perfeita e que está carregada de manipulações de interesse meramente humano. Neste ponto, que envolve a delicada questão da inerrância da Bíblia, podemos dizer com Mueller: “a divina perfeição ou suficiência das Sagradas Escrituras consiste na sua propriedade, pela qual ensina tudo o que é necessário para a salvação (…) instruem-nos as Escrituras completa e perfeitamente acerca de todas as coisas necessárias à salvação. A prova da Escritura para essa doutrina está exposta claramente em 2ª Timóteo 3:15-17; João 17:20; 1ª João 1:3,4. Visto serem suficientes ou perfeitas, as Escrituras Sagradas não requerem suplemento, seja de tradições (os papistas), seja de novas revelações (os entusiastas), ou seja, de progresso ou desenvolvimento doutrinário (teólogos racionalistas modernos). O caminho da salvação, ensinado na Bíblia, é absolutamente completo (Mateus 28:20; Marcos 16:15,16).” (MUELLER, John Theodore. Dogmática Cristã. Concórdia Editora, Porto Alegre, RS, 2004, p. 146).
C) Da Acusação de Fraude nas Traduções.
Nos últimos anos do século XX tornou-se comum em certos círculos da chamada alta-críticadeclarar-se que o texto da Bíblia que temos em nossas mãos em nossas casas, é fruto deadulterações propositais, feitas com a finalidade de induzir as pessoas de nossa geração a um erro doutrinário estrutural de sorte que sejam crentes na mentira e não na verdade.
Temos que repudiar esta postura com forte veemência, não porque não sejam possíveis adulterações – pois é certo que há maldade suficiente na Terra para movimentos tais como o nazismo, porque não haveria contra a Bíblia? – mas, repudiamos sim, com redobrada veemência esta teoria, porque não será possível jamais que Deus permita que todos os crentes de nossa geração sejam dominados por uma falsa representação de Sua vontade, porque supostos manipuladores levaram toda a verdade a desaparecer da Terra. Isto significaria um atestado de que o mal venceu o bem e que a verdadeira compreensão da verdade de Deus foi banida da Terra!
A Escritura declara que:
“nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais” (1ª Coríntios 2:12-13).
Entendemos que este tipo de proposta objetiva levar o seu defensor a uma direção muito clara:
“mostra como aqueles que rejeitam partes da Bíblia com base na alta crítica não conseguem chegar a um acordo quanto ao ponto final desse processo, de modo que fique preservado um pouco do cânon dentro do cânon”, “ao invés disso … o homem, que passou a analisar criticamente a revelação na tentativa de descobrir por si mesmo os parâmetros do que deveria ser considerado normativo, descobriu, no final da caminhada, que era ele próprio o referencial que buscava” (GEISLER, Norman. A Inerrância da Bíblia. Editora Vida, São Paulo, 1980, p. 132).
Este tipo de tendência pode ser seguido por qualquer um que busca ser senhor de si mesmo e não quer qualquer compromisso com a autoridade bíblica, é uma justificativa para uma escolha pelo próprio orgulho pessoal de opinião. As evidências do poder regenerador existente na mensagem da Bíblia que temos em nossas próprias residências, é uma das verdades mais poderosas existentes no planeta Terra.
Em nossa experiência ministerial temos visto que a verdade principal da Bíblia que é a doutrina do relacionamento com Cristo tem sido substituída por uma teologia ou religião racionalista que objetiva unicamente discutir dogmas, doutrinas, tradições e defender quem está certo ou errado. Este modelo religioso é claramente conhecido de todos os Pastores vocacionados de fato na Causa do Reino, de sorte que não existe conformidade entre a liderança da Igreja com este tipo de defensor de teorias espúrias. A Igreja se guia pela sua submissão incondicional à Bíblia e não aos que se julgam mais sábios que ela, mas que na verdade estão distantes de sua autoridade.
Outrossim, seguir a teoria da fraude absoluta, denota uma desconfiança de que 100% de todas as pessoas que trabalham nas Sociedades Bíblicas de todas as Nações, vivem e estão em um conluio, para desvirtuar a Humanidade toda da verdadeira mensagem de Deus e, por extensão, objetiva dizer que Deus é algum trapalhão que não consegue manter Sua própria mensagem em reserva moral. Tal teoria, sendo for aceita, levará a pessoa a desacreditar da vida, de Deus, da revelação divina, de Cristo e por fim, desviará sua história pessoal da verdade cristã da salvação pela graça, sem obras pessoais. Ela se tornará uma pagã ou atéia por excelência!
“O dilema do homem moderno resulta do fato de que ele se sente privado de uma fonte de autoridade inquestionável e capaz de lhe conceder paz duradoura em sua vida pessoal e comunitária. O estudioso da Bíblia filiado às correntes modernistas, deve reconhecer que tem nisso grande parcela de responsabilidade.” (GEISLER, Norman. A Inerrância da Bíblia. Editora Vida, São Paulo, 1980, p. 136).
Para lidar com este problema, que julgamos o mais importante na questão da credibilidade da Bíblia que temos em nossas casas, adotamos cinco posturas bem definidas:
(1) Enfrentar o problema como criminoso – Consideramos toda e qualquer denúncia sobre adulterações no texto bíblico, devidamente bem postadas e provadas documentalmente, como a revelação de um crime punível espiritualmente com o que declara Apocalipse 22:19 e Provérbios 30:5-6, além de ser obrigação moral nossa denunciar em todos os meios de comunicação, a suposta ação infame dos artífices desta adulteração – quando se provar, repetimos, a veracidade da dita adulteração aqui declarada;
(2) Exegese e confiança no Senhor – Faremos sempre um estudo comparativo da passagem bíblica acusada de adulteração com as outras passagens que tratam daquele assunto, buscaremos os tratados de comentários textuais, a teologia comparada das diversas confissões, os dicionários bíblicos e acima de tudo, ao Senhor em oração para que revele Sua vontade – entendemos que a leitura da Bíblia não é ato meramente humano, mas uma resposta de nossa alma ao chamamento do Espírito de Deus – não fazer esta análise é ser fanático e intransigente, mostrando assim falta de preparo para lidar com a questão com a serenidade necessária à descoberta da verdade dos fatos e das questões;
(3) Entender a autoridade integrativa – Observaremos se a suposta adulteração afeta os pontos estruturais e estruturantes da Bíblia que se manifestam a partir da verdade central e mais relevante de que em Cristo todo ser humano é salvo pela graça, sem obras pessoais ou da lei, evidenciando desta maneira o grande ponto de diferenciação da fé cristã do paganismo.
(4) A própria natureza do argumento que propõe a adulteração – Verificaremos se a natureza da denúncia e do denunciante se coadunam com a verdade já revelada e acima de qualquer suspeita. O que significa dizer que a harmonia entre a linha moral do denunciante e a denúncia, nas bases do fruto do Espírito (Gálatas 5:22), são fundamentais para revelar a intenção da discussão sobre este ou aquele ponto dito adulterado. “Na Escritura lemos que Deus não pode mentir (Números 23:19; 1ª Samuel 15:29; Tito 1:2 e Hebreus 6:18). Além disso, em Romanos 3:4, Paulo declara enfaticamente que Deus é verdadeiro e que sua lealdade não se deixa afetar pela falta de fé de alguns. Jesus disse: ‘a Tua Palavra é a verdade’ (João 17:17). Se as Escrituras procedem de Deus, e Seu caráter está por trás dela, não nos parece então que seja possível encontrar erros nela” (GEISLER, Norman. A Inerrância da Bíblia. Editora Vida, São Paulo, 1980, p. 340). Esta nossa concepção, não negocia com o espírito que pretende contestar a Bíblia, partindo de denúncias que objetivam destruir a nossa fé no Deus de Israel, em Seu Filho Jesus Cristo, porque a vida eterna é esta: “que Te conheçam a Ti como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo aquele que Tu enviaste” (João 17:3). O único lugar onde poderemos obter este conhecimento de forma didática e oficial é na Bíblia:“examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna e são elas que dão testemunho de Mim” (João 5:39). Ora, se os cristãos derem ouvidos a denúncias que objetivam destruir o cristianismo bíblico (não o institucional, é claro!), então para onde iremos? Para os espíritos do espiritismo? Para os iluminados do budismo? Para as teorias e cavilações da teosofia? Para a intransigência muçulmana? Para os tambores da umbanda ou do candomblé? A fé bíblica se fundamenta absolutamente nesta sentença: “Senhor, para onde iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna!” (João 6:68), e não poderíamos entender de outra maneira mesmo, porque é na Bíblia onde estão as palavras desta vida eterna para nós exatamente agora e, o fundamento dos fundamentos destas palavras é que “ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1ª Coríntios 3:11)
(5) A Intenção da Escritura – por último adotamos a atenção para com a compreensão espiritual e intencional da Escritura estudada particularmente. “A intenção das Escrituras se revela nos significados das sentenças bíblicas. Digo intenção das Escrituras e não do autor para deixar claro que o último está contido no primeiro ou, em outras palavras, a determinação da intenção é uma tarefa hermenêutica e não psicológica” (GEISLER, Norman. A Inerrância da Bíblia. Editora Vida, São Paulo, 1980, p. 354).
D) Por Que Não Podemos Confiar no Magistério da Igreja Católica Romana?
É conhecido mundialmente que a Igreja Católica Romana, sediada no pequeno País membro da ONU, o Vaticano, sede do Papa Católico, acredita que os fundamentos da fé e da doutrina cristã são duas fontes: a Bíblia e o Magistério da Igreja.
No que tange a Bíblia, nada temos a declarar, mas no que se refere ao Magistério da Igreja, não podemos concordar de forma alguma e temos cinco razões com as quais nos apegamos com forte ortodoxia. São elas:
(1) Não Podemos Ir Além do Que Está Escrito: o que significa que, nenhuma doutrina poderá ser aceita por nós se não estiver em absoluta harmonia com os registros mais antigos da Palavra de Deus – 1ª Coríntios 4:6. O Magistério interpretativo da Igreja Católica Romana ou de qualquer outra não pode contrariar os fundamentos mais antigos porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto (1ª Coríntios 3:11), um dos graves erros da Igreja de Roma é que ela se arvora no direito de interpretar a Bíblia de tal maneira que atenda a suas conveniências institucionais e, ao longo da História isto está flagrantemente explícito para qualquer um que desejar verificar – isto é desviar as pessoas da verdade do Evangelho de Cristo;
(2) Não Podemos Agradar Primeiro aos Interesses Humanos: o que significa que, nenhum interesse circunstancial, humano e eclesiástico poderá superar princípios divinos exarados na Bíblia (Atos 5:29) – lamentavelmente a História da Igreja Católica Romana é uma narrativa de muitos crimes, de conspirações políticas e de envolvimento com coisas seculares que fogem completamente da missão e propósito da Igreja de Cristo (Mateus 28:18-20), um dos graves erros da Igreja de Roma é não devolver o que ao longo dos séculos vilipendiou de nações, famílias e sociedades, como por exemplo, as matanças que apoiou contra as nações indígenas, ou a escravidão dos escravos que alimentou as suas catedrais e riqueza – estes e outros erros absurdos para uma Igreja que se fundamenta no amor ensinado por Cristo, só se justifica com o fato de que um imenso esquema de desvio da verdade do Evangelho de Cristo se instaurou na entidade;
(3) Não Podemos Aceitar as Doutrinas Espúrias: o que significa dizer que, não podemos seguir falsos ensinamentos que negam a soberania absoluta de Cristo (1ª Coríntios 3:11) e que adulteram as colunas da fé original (Atos 4:10-12), principalmente porque interpretando erroneamente as Escrituras, colocaram no lugar de Cristo o Papado Romano como coluna da religião que eles insistem em dizer ser cristã (Atos 20:28-30), por exemplo, o dogma de que Miriã (Maria) mãe de Cristo é co-redentora de nossas vidas não possui qualquer embasamento na Bíblia, a doutrina das indulgências, a doutrina da transubstanciação, a doutrina da comunicação com os santos e que eles podem interceder por nós diante de Deus, a doutrina de que existe purgatório, a doutrina de que os padres não devem se casar, a doutrina de que a salvação depende de nossa relação com a Igreja, a doutrina de que o papado é infalível na cátedra de Roma, e muitas outras coisas que desviam a atenção e a vida das pessoas do Evangelho de Cristo;
(4) Não Podemos Concordar Com Mediadores Diante de Deus: o que significa dizer que não aceitamos sob hipótese alguma a doutrina romanista de que existem diversos mediadores entre Deus e os homens, tais como Maria, os santos que já morreram e os padres. Para nós, somente Jesus Cristo tem esta autoridade (1ª Timóteo 2:5 e Hebreus 8:1-3), este é um dos erros da Igreja de Roma que mais ofendem ao Evangelho de Cristo determinado em (2ª Coríntios 5:18-21), porque foi “Deus quem nos reconciliou Consigo mesmo em Cristo e nada mais pode se interpor à esta questão;
(5) Não Podemos Admitir Que a Salvação Possa Ser Por Obras Humanas: o que significa dizer que não podemos aceitar a doutrina do magistério romanista de que as nossas obras podem nos salvar dos nossos pecados e, decorrente desta teoria, as indulgências, penitências e outras formas absurdas de negação da salvação em Cristo: Efésios 2:2-10; 2ª Coríntios 5:18-21; Romanos 10:9-13; 1ª Timóteo 1:15.
| A investigação revela que todas as religiões pagãs se acham em oposição direta à religião cristã. São todas, sem exceção, religiões da Lei. Para o pagão, religião quer dizer um sério empenho do ser humano em reconciliar-se com as divindades por seus próprios esforços ou obras, como sejam: adoração, sacrifícios, conduta moral, ascetismo, etc. Nesse particular, todas as religiões não-cristãs estão acordes, não importa o quanto possam diferir nos detalhes em separado. Também não podemos esperar outra coisa, porquanto os pagãos por natureza, nada sabem do evangelho (1ª Coríntios 2:6-10) – mas, apenas sabem da Lei divina que está escrita no seu coração. Daí todos os seus pensamentos religiosos girarem em torno da Lei, de maneira que, do princípio ao fim, as suas religiões são, e na verdade têm de ser, religiões legalistas.Os cristãos crêem que a verdadeira religião consiste exatamente no oposto. Para os cristãos, a religião significa verdadeira fé no evangelho de Jesus Cristo ou na mensagem da graça revelada nas Sagradas Escrituras. De acordo com essa notícia, efetuou-se perfeita reconciliação entre Deus e o ser humano mediante a satisfação vicária do Cristo divino-humano, o Redentor do Mundo. Disso decorre que religião, no verdadeiro significado do termo, deve ser atribuída somente aos que crêem em Jesus Cristo. E é precisamente o que a Palavra de Deus ensina a este respeito. “sabendo, contudo, que o ser humano não é justificado por obras da Lei e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da Lei. (Gálatas 2:16). (MUELLER, John Theodore. Dogmática Cristã. Concórdia Editora, Porto Alegre, RS, 2004, p. 30). |
E) Nossa Missão.
Declaramos que é nossa missão neste mundo, além de outras determinações expressas na Bíblia, estabelecer esta doutrina como a única verdade confessional essencial e básica, porque todas as demais doutrinas que existem são decorrentes desta base.
Sem a Bíblia não poderemos entender claramente quem é Deus, o grande conflito entre as forças do bem e do mal, quem e o que Cristo representa, as diretrizes de Sua Igreja, o juízo, a salvação, enfim, todas as verdades que, estando estabelecidas em nossa mente, nos possibilitam vivermos na verdade que está assim escrita:
Pelo que, tendo este ministério, assim como já alcançamos misericórdia, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas, que são vergonhosas, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; mas, pela manifestação da verdade, nós nos recomendamos à consciência de todos os homens diante de Deus (2ª Coríntios 4:1-2).
A verdade da qual falamos não é uma verdade ideológica, trata-se de poder de Deus (Romanos 1:16-17). Se formos fiéis a esta verdade, que está na Bíblia (Romanos 10:17; João 17:7,17) poderemos entender o que significa estarmos libertos na verdade de Deus (João 8:32).
As verdades que informam o homem como passar da Terra para o Céu devem ser enviadas do Céu a Terra. Em outras palavras, o homem precisa de uma revelação. A Natureza é a revelação de Deus que se alcança pela razão. Mas quando o homem está algemado pelos seus pecados e sobrecarregada a alma, a Natureza e a razão são impotentes para esclarecer e aliviar a situação. (PEARLMAN, MYER. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. Editora Vida, SP, 2002, p.19).
Ou a Bíblia afastará você do mau caminho, ou o mau caminho afastará você da Bíblia!
Somente quem se propõe a uma vida de convivência com este santo livro poderá entender o significado deste princípio.
Quem não está disposto a esta experiência, jamais entenderá o significado de seus valores seu e poder transformador. A palavra chave aqui é: relacionamento! (João 17:3; Romanos 15:4).
Sem relacionamento com Deus não pode haver qualquer possibilidade de vida eterna para a espécie humana! A chave do relacionamento com Deus só é possível mediante a comunhão prioritária com Cristo (João 14:6; 1ª Timóteo 2:5; Hebreus 8:1-3).
O cristianismo – em seu conceito mais básico – é o relacionamento pessoal com Jesus. O escritor J. I. Packer expressa:
“A essência do cristianismo não são as crenças cem os padrões de comportamento. É a realidade da comunhão, aqui e agora, com o Fundador vivo do cristianismo, Jesus Cristo, o Mediador”. Na verdade, “o cristianismo é um tipo de caso de amor com nosso amoroso Senhor e Salvador, e nosso relacionamento com Ele (…) quanto mais tempo conversamos com o Senhor em nosso “namoro espiritual” mais abundantes e felizes nos tornaremos” (RHODES, Ron. O Cristianismo Segundo a Bíblia. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Rio de Janeiro, 2007, p. 15).
Conhecemos sete meios pelos quais a comunhão com Deus pode acontecer!
Imediatamente as pessoas querem saber como podemos ter este relacionamento na prática; ora, posto que possuímos uma doutrina ampla sobre esta questão, podemos adiantar que ocorre pela:
(1) Oração – Salmo 5:3; 6:9; 42:8; 69:13; Mateus 21:22; Marcos 9:29; Atos 6:4.
(2) Leitura da Bíblia – João 5:39; 1ª Timóteo 3:16-17.
(3) Convivência com a Igreja – Atos 2:42; 1ª Coríntios 10:16; Gálatas 2:9; 1ª João 1:3.
(4) Pregação do Evangelho – Mateus 28:18-20; Romanos 16:25; 1ª Coríntios 1:21; 1ª Tessalonicenses 2:13.
(5) Através do Louvor – Salmo 33:1; 34;1; 71:6; 106:47; Filipenses 4:8; 1ª Pedro 1:7.
(6) Pelo Jejum e Vigilância Psíquica – Isaías 58:6; Daniel 9:3; Neemias 1:4; Esdras 8:21; Joel 2;15; Mateus 9:29; Mateus 26:41; Marcos 14:38.
(7) Cultivo da Saúde Total de nosso Corpo – Romanos 12;1-3; 1ª Coríntios 3;16-17; 1ª Coríntios 10:31.
Durante anos temos visto instituições religiosas chamarem as pessoas para freqüentarem reuniões, cultos e encontros espirituais, mas a verdade é que a comunhão das pessoas com Cristo não pode depender de igrejas e de ministérios. Cada pessoa deve ir a estes ofícios e aprender lá que a relação com Cristo deve ser 24 horas por dia. O cristianismo não é uma aceitação de doutrinas é, na verdade, uma atitude pessoal de crença e de devoção a uma única pessoa, Jesus Cristo. Só pode dizer-se cristão quem tem um relacionamento pessoal e uma finalidade moral focada completamente na figura de Jesus Cristo – o resto é lenda, é desvio e erro profundo da verdade suprema do cristianismo.
A Igreja de Cristo não é uma finalidade em si mesma; ela é um dos sete meios pelos quais podemos permanecer em Cristo (João 15:1-5).
O Cristianismo fundamenta-se na revelação. Se Deus, em Sua soberana majestade, tivesse decidido não Se revelar aos seres humanos, não teríamos conhecimentos sobre Ele nem a possibilidade de um real relacionamento com Ele. Nosso conhecimento de Deus abrange aquilo que lhe aprouve revelar-nos a respeito de Sua Pessoa. Todos os esforços humanos destinados a conhecê-Lo levam a falsas religiões ou misticismos. Conseqüentemente, a questão básica que determina nosso relacionamento com Deus é a submissão, seja à Sua revelação ou à nossa imaginação. A primeira requer que acreditemos em uma influência sobre nossa mente, que deve ser submissa à verdade do Revelador. A segunda depende do conjunto de proposições, teses e tradições: uma mescla de Filosofia, Psicologia e Teologia – artifício “filopsicoteológico”. Sob tal atmosfera, as palavras da revelação divina jamais conterão os sentidos a elas designados pelo Espírito Santo, antes afirmarão os mistérios das religiões ou idolatrias criadas pelo homem.
A doutrina protestante histórica da sola Scriptura – somente a Escritura – afirma que Deus tem um plano eterno para tornar conhecidos os mistérios do evangelho, os quais Ele deseja que compreendamos. Desta forma, a teologia protestante decorre do ato da vontade divina, por meio da qual Ele deseja tornar conhecida para nós a verdade consumada em Suas palavras ou obras, conforme reveladas em Cristo (‘Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é Quem O revelou’ – João 1:18).
A revelação divina de Sua mente e vontade que temos na sola Scriptura, depende da revelação do próprio Deus. (Sola Scriptura – Numa Época Sem Fundamentos, o Resgate do Alicerce Bíblico – Editora Cultura Cristã, 1995, p. 9)
Na Escritura Bíblica, do modo como a temos imediatamente agora mesmo em nossas casas, conhecer Jesus é conhecer Deus (João 8:19), ver Jesus é ver Deus (João 12:45), crer em Jesus é crer em Deus (João 12:44), receber Jesus é receber Deus (Marcos 9:37), honrar Jesus é honrar a Deus (João 5:23), adorar a Jesus é adorar Deus (Apocalipse 5:11-14; Filipenses 2:9-11).
O objetivo principal das Escrituras sempre esteve descrito nela, mas muitos se desviaram dele, qual seja: “Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna e são elas que dão testemunho de Mim” (João 5:39). E qual o alvo de Cristo? “E a vida eterna é esta que Te conheçam a Ti como Único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo Aquele que Tu enviaste!” (João 17:3). Isto tem que ver com cristianismo puro nas palavras de Seu próprio Fundador.
Mas, não devemos imaginar jamais que este relacionamento é feito em uma relação meramente humana. Não! Se de um lado estamos nós, humanos em nossa plenitude, do outro lado está Deus em Sua plenitude!
Este fator é prioritário na introdução ao Estudo da Bíblia. Sem ele não temos condições de avançar com o critério correto em uma investigação verdadeiramente espiritual. Para entendermos a Bíblia é imprescindível entendermos que o tema principal de suas páginas é a vindicação de Deus, o Pai, do Seu direito de governar a humanidade por meio de Cristo e, nesta condição fica consagrado que toda atitude de rebelião contra esta Sua soberana vontade estabelece uma ruptura entre as partes envolvidas, de sorte que não resta qualquer esperança para os rebeldes a não ser o direito destes serem eliminados de Sua presença. Quem não aceita o governo do Pai deve concordar com a retirada dEle de Sua vida e esta saída leva naturalmente à morte absoluta.
A autoridade da Bíblia se manifesta pela força do argumento de que ela se funde com Cristo em termos de representação plena da Palavra de Deus que tem duas dimensões reveladas da seguinte maneira:
Por isso também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade), como palavra de Deus, a qual também opera em vós, os que crestes. (1ª Tessalonicenses 2:13).
No princípio era a Palavra, a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus. Ela estava no princípio com Deus. (…) E a Palavra se fez carne e habitou entre nós e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheia de graça e de verdade. (João 1:1,2,14).
A Escritura Sagrada, com suas divinas verdades, expressas em linguagem de homens, apresenta uma união do divino com o humano. União semelhante existiu na natureza de Cristo, que era o Filho de Deus e Filho do homem. Assim, é verdade com relação à Escritura, como foi em relação a Cristo, que ‘a Palavra Se fez carne e habitou entre nós’.
Parece estar em harmonia com a verdade revelada de Deus sugerir que em princípio há uma semelhança entre o modo do nascimento da Palavra de Deus encarnada e o método da composição da Palavra de Deus escrita. A Escritura foi, por assim, dizer, ‘concebida ou inspirada do Espírito Santo, e desenvolvida e expressa por profetas humanos’. A Escritura é obviamente a obra de escritores humanos; contudo, é ainda mais o produto e resultado de atividade especial e sobrenatural do Espírito. (STIBBS, Alan N. Revelation and the Bible. Grand Rapids, Michigan, Baker Book House, 1949, p. 111).
Não existem meios pelos quais os seres humanos possam chegar até Deus Pai por seus próprios esforços. Foi por esta razão que o próprio Deus Pai tomou a iniciativa e manifestou-Se através de Seu Filho Unigênito, porém, além disto, Ele tomou providências para que um santo Livro que tem a função de educar plenamente os seus leitores estivesse conosco, e assim, pudesse preservar diante de todas as mentes a Sua Instrução divina.
A restauração da espécie humana não pode ser encontrada em si mesma, mas, somente o Altíssimo pode provê-la! Se cada um de nós deseja conhecer como ela ocorre: busque na Palavra de Deus a orientação e encontrará! Esta é nossa mensagem enquanto missão cristã e Igreja!



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