1) Minhas Origens.
Eu tenho uma história profundamente marcada por um direto, claro e permanente envolvimento com o Evangelho do Reino de Deus!
Nasci num lar católico romano, com influências umbandistas, típico das famílias cariocas da década de 1960-1970. Eu sou de 21/09/1968. Carioca da Rua Conde de Bonfim, que fica na fina flor do charmoso Bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Mas meu pai, que era da Marinha do Brasil, foi transferido para a Cidade de Florianópolis (Santa Catarina) e, em 1971 estávamos instalados naquela urbe lindíssima. Desta época até 1995, toda a minha vida foi vivida dentro da cultura catarinense! Eu cheguei em Santa Catarina com 3 anos e saí de lá somente com 27 anos.
2) Meu Início no Adventismo.
Neste período tive um encontro com o estudo da Bíblia a partir da comunidade adventista do sétimo dia - da qual eu não sou mais membro.
Esta experiência foi importante para a minha vida em muitos aspectos. Em 1981 eu me tornei adventista, tinha 13 anos. Fui discriminado e preterido por ter feito esta escolha tão menino na minha família; na comunidade adventista por onde vivi fui recebido em um ambiente simples, pobre e sem grandes visões de desenvolvimento pessoal, nunca fui considerado de importância alguma, especialmente porque era um “mulato entre brancos” - até hoje me lembro do Sr. Gerler me dizendo: “você devia ir embora para o Nordeste do Brasil!”
Durante o período de 13 até aos 18 anos vivi muito solitário, tendo apenas dois amigos leais e, não tinha um claro entendimento do que era Evangelho do Reino. Admirei pessoas que me maltratavam e fui amigo leal de gente que não deu a mínima para a minha existência. Aquilo era duro de suportar, mas foi excelente escola para me ensinar a estar só!
A Doutrina Adventista do Sétimo Dia ensina sem qualquer constrangimento, em qualquer Templo, que a salvação é pelo sangue de Cristo e mediante a fé nEle, mas coloca dentro deste discurso uma informação que marca qualquer um por lá: “se você tem esta salvação terá que guardar a Lei dos Dez Mandamentos, com especial atenção para o Sábado, pois se não guarda a Lei estará perdido“.
Esta mensagem tem na prática e na realidade diária de todo adventista, uma dificuldade que pode deixar uma pessoa profundamente perturbada, porque é impossível que alguém possa guardar os dez mandamentos, aliás, ninguém há nesta vida que possa obedecer os mandamentos de Deus e de Cristo, inclusive os dez de Êxodo 20.
Isto afirmo, porque a Bíblia diz:
- “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1ª João 1:8)
- “Porque o pecado é a transgressão da Lei” (1ª João 3:4)
- “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23)
Não invalido os dez mandamentos e nem qualquer outro dos mandamentos do Senhor, pois só no Sermão da Montanha (Mateus 5; 6 e 7) encontrei 42 mandamentos.
Mas, ninguém há na Terra que possa dizer que não peca!
Somente o Unigênito Filho de Deus, Cristo, que revela-nos as Escrituras em Isaías 53, é nosso Salvador e Redentor, Senhor e Rei; sim, somente Ele e mais ninguém jamais pecou e conseguiu cumprir 100% de todas as ordenanças, mandamentos e determinações do Deus Eterno!
Daqui que para mim a proposta adventista é uma impossibilidade óbvia: o ser humano por seu esforço pessoal não pode guardar mandamentos de Deus - e, embora seus advogados digam que o que eu estou afirmando não é assim, eu e eles sabemos que a comunidade é mantida dentro de um saco de idéias que deixa qualquer um perturbado entremeio a muita incoerência denominacional.
Bem, a verdade é que eu estudei e reestudei adventismo com grande afinco, dos 13 anos até aos 29 anos (foi de 1981 até 1997). Não há quem possa me convencer que o adventismo não é uma religião que prega graça+legalismo = incoerência absoluta!
Em cada encontro, em cada culto, em cada aula, sempre está lá o argumento perturbador de que “se você não guarda os mandamentos” não faz parte do povo de Deus. E os textos eram os mesmos de sempre: Apocalipse 14:6; 12:17; Isaías 8:20, dentre outros, numa dialógica e dialética fechada a uma enorme fantasia denominacional em que esta estrutura “é a Igreja” e não “uma parte da família de Deus”. Isto sem falar na dependência exagerada dos escritos de Ellen G. White, com mais e mais regras a serem cumpridas - o que seria um capítulo separado e complexo.
O pior de tudo isto? Se você discordar, então é proscrito, exilado moralmente, maltratado por alguns, proibido de se pronunciar nos Templos e acaba num isolamento ético absurdo! É proibido discordar no adventismo do sétimo dia. Os administradores expurgam você como um cão sarnento!
A angústia foi enorme, então em 1997 eu me apresentei ao Presidente da Missão Sergipe-Alagoas (eu morava nesta época em Aracaju) e “me demiti”, “me excluí” da Igreja, solicitando minha saída por escrito e de forma conclusiva, mas não revelei a razão. Dediquei-me a investigar estando fora, porque assim seria mais fácil lidar com a questão das discrepâncias denominacionais e teológicas.
Não fui procurado por absolutamente ninguém! Não houve qualquer operação de resgate!
Então fiquei oito (8) anos (de 1997 até 2005) fora do adventismo e no aprofundamento dos meus estudos, publiquei um livro na Internet intitulado “O Desafio da Igreja Adventista do Sétimo Dia” que foi publicado em diversos sites de apologética e encontra-se na galeria do seguinte link: http://solascriptura-tt.org/Seitas/index.htm
Foi uma maneira de rever conceitos e desafiá-los, de forma que ficou claro, para quem lê que eu não poderia sustentar a ilusão adventista do sétimo dia em torno da idéia de que ela “é a Igreja Remanescente” dos últimos dias da história terrestre.
Bem, acontece que eu tinha uma mágoa enorme da denominação! Me sentia enganado e diante do silêncio dos apologetas que nada podiam argumentar sobre a realidade exposta em meu texto, resolvi que deveria retornar ao adventismo e ficar dentro dele até matar dentro de mim esta indignidade pessoal. Precisava me perdoar, perdoar as demais pessoas, a entidade em si - tinha que renovar meu espírito e somente dentro do objeto de minha enorme indignação, era preciso acabar com isto.
Fui então readmitido após um diálogo com o Presidente da Missão Costa-Norte (eu residia em Fortaleza), que era o mesmo de minha saída em Aracaju à oito anos!
Por esta atitude, fui esculhambado por alguns, odiado por outros, elogiado por terceiros e, em alguns contextos, considerado sem credibilidade. Não me importei com qualquer tipo de discriminação a este respeito, porque eu já vivi o isolamento pessoal, o abandono de familiares, a perseguição racial e o desprezo por ser pobre. Cumpri o que o meu coração precisava viver. Tinha que me libertar do ódio ideológico!
E Deus operou em minha vida, eu consegui ver eliminado da minha vida, com a força da graça de Deus, não pela ajuda de Igreja Adventista, o ódio que tinha contra esta organização. Libertei-me de uma doença mental terrível que era a fixação em religião, a fixação em esforço humano para se salvar e sobretudo, do discurso de que eu posso fazer qualquer tipo de coisa para me ajudar ou me salvar diante de Deus.
Eu havia saído em 1997, retornei em 2005 e em 2008, de modo tranqüilo, saí via administrativa, tranquilamente.
3) Minha Relação Com a OMEBE.
No meio de toda esta experiência complexa de pastoreio dos meus sentimentos que foram se libertando de uma praga (a mágoa denominacional), fui admitido como Capelão, por conta de minha formação teológica e na área de saúde na OMEBE, Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e no Exterior.
Havia ingressado em 19/01/2026 e estou dentro dela até hoje.
Todavia, durante este período, vivi a experiência de reconstrução da minha vida pessoal. Entre 16/12/2025 até 05/05/2025 fui novamente Membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, como já informei e por qual razão.
Depois solicitei minha saída, professando crença na Declaração de Fé da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra. A liderança desta Comunidade nunca me recebeu oficialmente, a despeito de eu haver procurado por ela em Fortaleza, e especialmente porque eu havia sido orientado pelo nobre amigo Bispo Francisco da Comunidade na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, com quem interagi alguns meses em 2007.
Fiquei ligado na OMEBE como já estava e em 2007 meu Ministério Independente de Capelania foi creditado pela Ordem e recebi o título de Higienista Evangélico Brasileiro. A Presidência da OMEBE então, me convidou para compor como membro da AMICREI – Associação Missionária Cristã Evangélica Internacional.
Eu tenho agora (22/03/2026) exatos 3 anos, 9 meses e 7 dias de vida eclesiástica nesta Congregação. Mas, já tenho marcado a data de minha saída definitiva desta amigável e graciosa comunidade, porque estou determinado a oficializar meu Ministério de modo formal e seguir com uma Congregação.
Evidentemente continuarei na OMEBE, mas a vida religiosa seguirá em outra direção ainda em 2012!
4) A Composição do Ministério Pastoral.
Eu publiquei em meu Site um documento que explica a visão e a missão que eu tenho em relação ao Reino de Deus: http://professorjean.com/visao-e-missao
Nesta manifestação está as razões de meu Ministério.
Meu Site, www.professorjean.com num sentido geral explica minha pregação, educação e cura (Mateus 4:23; 9:35).
Mas, pode-se verificar que meu compromisso é com Efésios 2:8-10 - a graça de Deus!



Comentários Recentes: