Meu Maior Tema na Vida: A Graça de Deus!

Estive pensando que ao longo de minha vida e deste Site eu já escrevi e publiquei muita coisa, mas não havia escrito nada sobre o maior de todos os assuntos religiosos que pode existir. Especialmente sobre este tema que, depois de mais de 25 de estudos da Bíblia e das doutrinas de todas as religiões que pude conhecer - sei que é o tema mais importante, o maior de todo os temas: a graça de Deus!

A maior de todas as verdades bíblicas para o coração pecaminoso do ser humano é a que se faz manifesta na graça de Deus!

Todos os que se dizem crentes no Evangelho precisam agradecer pela graça de Deus!

A salvação é pela graça, tanto no planejar quanto no executar. Deus que fez o plano, também o executa. E tudo é pela graça, o favor imerecido de Deus.

Diz a Palavra que:

“Deus amou ao Mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

A palavra grega “charis” aparece na Bíblia (Novo Testamento) mais de cento e cinquenta vezes e é geralmente traduzida como “graça” em nossa Bíblia. Não é fácil pegar uma palavra que aparece tantas vezes e com tanta diversidade de aplicações e desenvolver uma doutrina uniforme e constante.

Além disso, toda a verdade sobre o assunto nunca poderá ser condensada em uma só frase. A graça é um dos atributos divinos ou perfeições de Deus em Sua natureza, que é exercida na salvação dos pecadores.

Para mim, a palavra graça significa literalmente “dom imerecido” – ou seja, é algo que Deus me deu e não qualquer possibilidade de encontrar uma só razão para que Ele tenha feito isto a não ser o “amor dEle por mim” e, tal amor não pode ser explicado a não ser na reflexão de Quem é Seu Filho Jesus Cristo, pois está escrito que:

“a vida eterna é esta que Te conheçam a Ti como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo Aquele que Tu enviaste” (João 17:3).

Diversas correntes religiosas caem numa situação delicada aqui e, exatamente neste ponto não há harmonia entre qualquer doutrina religiosa e a graça de Deus.

Toda e qualquer religião que ensina que o ser humano é deus de si, tem um deus interior, pode se salvar por esforço pessoal, que por hipótese vai reencarnar para resolver seus pecados ou falhas, que o ser humano é imortal e não precisa de um Salvador que expie seus pecados – sim, todas as religiões que ensinam coisas deste nível, não importa o que sejam ou o que façam, vão de encontro (negativamente é claro) com esta verdade suprema da Bíblia!

A Palavra de Deus declara que:

“Pois pela graça sois salvos por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie”. (Efésios 2:8-9).

A salvação é pela graça do Criador em lugar das obras da criatura!

A maior de todas as aberrações que se pode considerar em termos religiosos é pensar que o ser humano (finito) pode alcançar a glória de Deus (infinito). A Palavra de Deus não deixa dúvidas a este respeito ao dizer:

“todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).

A salvação pela graça – que é a própria essência do evangelho do Reino de Deus – revelado nas palavras da Bíblia, não deixa margem de qualquer dúvida para qualquer um que ler suas páginas:

“Eu Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por Mim (João 14:6).

Isto é muito importante entendermos; Jesus “não é um caminho”, Ele é “o caminho”! Não há espaço para Buda, para Maomé, para Alan Kardec e qualquer um dos espíritos seja lá quais forem, não há espaço para Shiva, nem para Brahma, não há espaço para teosofia, não há espaço para todos os “santos e veneráveis do catolicismo”, não há espaço para “pastores e curadores”, não há espaço para qualquer ídolo, para qualquer personagem da família terrena de Cristo, tais como Maria ou José. Cristo é claramente revelado na Bíblia da seguinte maneira:

“porque nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade, e vós estais perfeitos nEle” (Colossenses 2:9).

“vós me chamais Senhor e Mestre e dizeis bem, porque eu Sou” (João 13:13).

“E porque me chamais Sen­hor, Sen­hor, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6:46).

“Tendes em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, o qual subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziando-Se a Si mesmo, assumiu a forma de servo fazendo-Se semelhante aos homens; e achado em forma humana, humilhou-Se a Si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente e Lhe deu um Nome que é sobre todo Nome. Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos Céus e na Terra e debaixo da Terra; e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”. (Filipenses 2:5-11).

É neste ponto em que não podemos concordar sob hipótese alguma com salvação através de nenhuma personalidade que não seja Jesus Cristo. Não importa quão bondosa, honesta e admirada pela aclamação pública seja um ser qualquer – somente Jesus poderá suprir a salvação e a vida eterna para qualquer pessoa que deseja realmente a única verdade de Deus!

A graça de Deus exclui a possibilidade de obras, sejam elas grandes ou pequenas, morais ou cerimoniais, de qualquer ser humano, anjo, potestade ou energia. A salvação pela graça não dá ocasião para o homem se gloriar. Toda gloria é dada a Deus! (1ª Coríntios 10:30-31).

A graça é amor que ultrapassa todos os limites de amor!

A graça não é algo que se deve ao pecador, mas é algo que ele recebe; não é algo que ele pode reivindicar, não temos qualquer direito, caso contrário não seria algo que recebemos “de graça” – isto deveria ser tão óbvio que é até ridículo ter que debater sobre o que a própria palavra já delibera.

A graça e amor são essencialmente oriundas da mesma Fonte; sendo que graça é o amor se manifestando e operando em certas condições, e adaptando-se a certas circunstâncias.

O amor não tem limite nem lei como tem a graça. Sim, porque a graça só pode ser recebida na alma do pecador se este se apropriar dela através da fé em Cristo e isto é unicamente desta forma, como se lê:

“pela graça sois salvos, mediante a fé e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2:8).

O amor pode existir entre iguais, ou pode ir até aos que estão acima de nós, ou descer aos que estão abaixo de nós. Mas a graça, por sua natureza, só conhece uma direção. Ela desce aos que estão abaixo; é amor de verdade, um tipo de amor por criaturas más, portanto, Deus mesmo se humilha e se rebaixa para conquistar aqueles que o desprezam e que só podem ser restaurados pela manifestação de Sua infinita graça. E não é muito que digamos que Deus se humilha, porque a glória de Deus só pode ser entendida em Sua atitude de se autorrebaixar até Suas criaturas por amor e resgatá-las de sua própria desgraça existencial. É o que já foi claramente revelado em João 3:16 (citado).

Na graça podemos ver um tipo de sumário da totalidade de bênçãos imerecidas que vêm ao homem através de Jesus Cristo.

Em primeiro lugar, ela descreve o que nós chamamos de “disposição” na natureza divina; e ela indica um amor perdoador de Deus, imerecido, espontâneo, eterno e que chega ao nível do homem, caso contrário este ser humano jamais conseguirá sair do nível em que se encontra. É por isto que reencarnação não poderá jamais resolver a nossa situação, teríamos que reencarnar tantas vezes infinitas que a lógica já exibe que será impossível chegar ao Pai. É por esta razão que Jesus Cristo, “o Unigênito Filho de Deus foi enviado”.

Em segundo lugar, todas as disposições de Deus são ativas, portanto a palavra “graça” passa de uma disposição a uma manifestação, fazendo da graça de Deus um amor ativo. Desde que as atividades de Deus nunca são infrutíferas, a palavra passa a significar todas as coisas abençoadas da alma que são consequências da Mão condescendente de Deus que produz frutos em nossa vida por Seu amor imerecido e gratuito. A graça é algo que faz parte da natureza intrínseca de Deus e que se manifesta numa atitude dEle grandiosa em misericórdia e que está no centro de todas as Suas atividades de criação, de redenção, de educação, de santificação, de glorificação, de qualquer outro ato, feito ou pensamento que Ele tenha em relação aos seres humanos, é o Seu rebaixar-se e estender de Sua mão das alturas de Sua infinita majestade, para tocar o insignificante e a miserável ser humano que, à partir deste gesto dEle e só dEle, pode exclamar que agora “é seu filho”!

Em terceiro lugar, quando a mente humana se apega a graça de Deus, com todas as forças de seu interior mais profundo, a sua vida imediatamente se contrasta com o pecado e todo o seu domínio. Por isto está escrito que:

“o pecado reina para a morte; mas a graça para a vida eterna”. (Romanos 5:21).

O pecado recebe seu poder de condenação através da nossa natural desobediência da Lei de Deus (1ª Coríntios 15:36; Romanos 7:1-7). A Lei, portanto, não é má e nem pode ser mesmo, porque ela é a Justiça de Deus revelada na Palavra (Salmo 119:142, 152, 172).

Então, diante da nossa impossibilidade de obedecer a Lei de Deus (Romanos 3:23; 1ª João 3:4; Romanos 3:19-20), a graça de Deus põe Cristo no nosso lugar e pune-o por conta de nossos pecados e, o fato deste fato acontecer sem que tenhamos qualquer gestão sobre ele, é parte da graça em si, pois está claro que a única maneira dos seres humanos se livrarem do pecado é mediante a obra vicária de Cristo e não por reencarnação, por penitências e nem por qualquer outro expediente que se possa imaginar, tais como rezas, orações, confissões, doações, esmolas, veneração de santos ou de ídolos, enfim, só há um modo de se livrar do pecado:

“o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1ª João 1:7).

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” (1ª João 2:1-2).

“Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou Seu Filho unigênito ao Mundo, para que por ele vivamos. Nisto está o amor de Deus, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós, e enviou Seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.” (1ª João 4:9-10).

Considerai estas palavras em vossos corações!

Convertei-vos à esta Pessoa e aceitai esta mensagem como Fonte de toda a Vossa vida e permiti que o Espírito de Deus vos faça nascer de novo (João 3:3-5)!.

Paz e bem!







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