Por Que as Empresas Fracassam?

(1) O Problema do Fracasso Empresarial.

Todos os anos, milhares de empresas fracassam!

Os dados oficiais do Governo Brasileiro a este respeito é assombroso. Três grupos de empresas estão sempre em crise:

1) Aquelas que faliram, o que significa que tiveram uma gestão onde a dívida é sempre maior que a receita;

2) Aquelas que fecharam as portas, o que significa que tiveram uma gestão que sabia que a dívida ficaria maior que a receita e antes que a catástrofe acontecesse encerraram suas atividades; e,

3) Aquelas que fecharam as portas porque o lucro foi tão pequeno que não valia o esforço dos envolvidos.

Em todas as três situações a causa do falimento é sempre o fracasso dos gerentes no comando da empresa! E devemos entender como “gerentes” os investidores, os diretores gerais e os gerentes diretos do negócio, seja este qual for.

A solução para reverter o quadro de fracasso pode estar em três óbvias opções:

1) Estabelecer uma revisão geral de toda a realidade do empreendimento e encontrar um caminho diferente, porque se a empresa continuar a fazer o que vinha fazendo e a colocou em fracasso, acabará colhendo o resultado que lhe trouxe infortúnio;

2) Fechar as portas, encerrar o negócio e não continuar com o erro; e,

3) Não fazer nada e esperar a desgraça se abater definitivamente, gerando uma enorme dívida.

Seja qual for a escolha adotada pelas “cabeças” do negócio, o fracasso já é um atestado de incompetência e este atestado impõe naturalmente uma lição poderosa: a lição da humildade de espírito.

Quando os envolvidos entendem esta lição há uma esperança para a empresa, mas se há arrogância e orgulho, então a derrocada definitiva é apenas questão de tempo.

(2) Questões Pessoais no Fracasso.

Todos os anos, milhares de empresas fracassam!

A quantidade de razões pessoais para se levar um empreendimento ao fracasso é ampla em suas especificidades, porém, a raiz não é ampla, basta uma breve consideração sobre a matéria para entendermos como funciona.

  • Ganância – Uma causa muito comum é a ganância, porque a maioria dos investidores ou gerentes pensa que vão ganhar um dinheiro extraordinário e com isto “quebram” – porque a primeira causa para se tornar um fracassado é pensar no dinheiro que se pode ganhar e não no serviço que se deve prestar ao cliente que irá pagar a conta.
  • Ignorância – É claro que a natureza do negócio é determinante para este fracasso, especialmente se os envolvidos se aventuram sem saber exatamente o que se propôs no seu desiderato, parece um absurdo que alguém se meta com algo que não entende, mas a verdade é que isto é muito comum e fica provado na fragilidade do planejamento, da pesquisa de mercado, no processo de constituição do produto ou serviço, na baixa qualidade da fabricação, na propaganda insatisfatória – estes fatores estão reunidos no item ignorância, porque são o fundamento para se ter qualquer negócio.
  • Dívidas – A dívida é uma praga terrível e todo negócio que começa com dívidas só pode resultar numa coisa: estresse e pré-falência. Para se vencer este tipo de situação será preciso uma atitude muito firme contra a ganância e a ignorância, pois somente com o bem-servir e o conhecimento se pode iniciar um bom trabalho. Entretanto, a dívida surge no desperdício, na aplicação equivocada do dinheiro, na idéia de que o dinheiro total é pessoal e, sobretudo, por falta de um planejamento financeiro bem calculado.
  • Incompetência – Uma equipe de incompetentes nasce a partir de três situações: (a) o grupo não tem qualificação essencial para realizar as tarefas que são óbvias; (b) o grupo não conquista as metas e isto diminui a realidade deles, quebrando “a banca”; e, (c) o grupo é preguiçoso e não se põe a trabalhar – e esta terceira parte é, curiosamente, uma das mais comuns.

A culpa da gestão está na “dobradinha” investidores + gerentes!

Os dois são responsáveis na seguinte medida: (a) o investidor não fez uma análise correta de seus riscos, colocou dinheiro no negócio, permitiu-se um gerente fraco em diversos aspectos e, quando percebeu que o negócio começou a ter uma clara dificuldade operacional, não agiu firmemente e decididamente para bloquear o que estava claro que já não funcionava – isto é muito comum em empresas onde os envolvidos colocam “amizade” como uma espécie de peso maior que a técnica administrativa; e, (b) o gerente não dispõe de autonomia para liderar a empresa, ou não existe um plano diretor maior que seja harmonioso, ou ainda não existe qualificação real deste gerente para o negócio.

E por este tipo de exposição já está claro que a qualificação dos que se envolvem em um negócio é fundamental; as coisas não acontecem por acaso. As pessoas fazem com que aconteçam ou impedem que aconteçam; e estas pessoas são os gerentes e investidores do negócio, seja qual for. A direção das coisas está sob a responsabilidade de alguém que detém o controle sobre uma ou mais funções; tais pessoas tomam decisões e ativam linhas de conduta que poderão resultar em sucesso ou fracasso e, longe de se imaginar que tais decisões foram tomadas sem que se conhecesse o futuro, temos que considerar que algumas atitudes não precisam ser estudadas com uma bola de cristal nas mãos, porque está evidente que vão levar ao fracasso, como é o caso primário da ganância, ignorância, dívidas e incompetência.

Mas, é importante verificarmos que todo fracasso gerencial começa com uma vida fracassada daqueles que levam a empresa ao fracasso e, neste ponto há duas formas de se entender o que significa “fracasso” na vida pessoal: (a) o sujeito é medido pela realização material, ou (b) o sujeito é medido pelo espírito cultivado.

Um professor de sucesso é alguém que normalmente não tem muito dinheiro, porque grande parte de seu tempo é dedicado a cultura pessoal e intelectualidade e não a ganhar dinheiro, um comerciante pode ser muito ignorante em muitas coisas, mas vende bem um certo produto e ganha muito dinheiro.

Por esta razão, alguns entendem que não pode haver uma regra única para se verificar se há sucesso ou fracasso em um negócio qualquer, porque há variáveis demais para se estabelecer tal regra.

Nossa posição é diversa desta porque independentemente da natureza do negócio, independentemente de quem esteja envolvido nele, existem três fundamentos para se trabalhar nesta vida e, se elas não forem conquistadas, o sujeito já é um fracassado ainda que tenha muito dinheiro. E, neste ponto, uma linha de pensamento fica desde já determinada: a vida da pessoa deve estar casada indissoluvelmente com o que for digno, justo, bom, de boa fama, virtuoso e louvável – pois que, se a natureza do negócio for o contrário desta perspectiva é, por si só, criminosa, má e uma ofensa à vida dos envolvidos.

Pois bem, quais são as três questões que denotam que uma pessoa é fracassada na vida pessoal e com esta base acaba sendo fracassada na vida profissional e, por esta razão, “capaz” de levar qualquer empreendimento a falência?

1) Intemperante – Uma pessoa que não leva a sua saúde à sério não poderá ser bem sucedida em coisa alguma nesta vida, porque seu atestado de incompetência está explícito nas doenças que cultiva. Ainda que ganhe muito dinheiro, demonstra seu fracasso pelo fato de que desenvolvendo doenças pelo hábito de fumar e de beber, de comer sem regras ou de trabalhar demasiado, tudo que conquista é para ser entregue aos médicos, hospitais e já está determinado a destruir a sua própria existência. O dinheiro acaba sendo uma alavanca de morte e de destruição!

2) Arrogância – Uma pessoa que é arrogante não é humilde e, por esta razão, não aceita ser orientada e repreendida – o orgulho não deixa. Esta desgraça moral acaba por matar tudo ao seu redor. Pode até ser temperante, mas se é orgulhoso (arrogante) se acha autossuficiente e cria três barreiras que já lhe sentenciam ao fracasso: (a) as pessoas querem que ele se dane e conspiram contra; (b) as pessoas se sentem desmotivadas e não querem cooperar; e (c) as pessoas tem receio de chegar porque serão destratadas por gritos ou atitudes tempestivas. Normalmente o arrogante entende as críticas como uma espécie de agressão pessoal e, na verdade, muitas vezes elas são mesmo, porque as pessoas passam a considerar o sujeito alguém que não merece qualquer respeito ou consideração digna, ainda que trabalhem juntos.

3) Ignorância – Uma pessoa que não aceita aprender já está condenada ao fracasso, porque está em trevas e escuridão intelectual. Na vida pessoal a maturidade é conquistada dia-a-dia pelo exercício de valores e práticas que se dignificam com a observação, pela leitura e pela experiência da convivência. Um sujeito ignorante está preso em uma caixa de raciocínios e entende que tal caixa é suficiente para a sua mente seguir adiante. Mas, a sua vida amorosa, a sua vida relacional, a sua vida espiritual, a sua vida atlética, a sua vida comunicativa na sociedade e a sua vida fraternal demonstram se é um falido em si mesmo ou se é alguém com qualidades que o tornam alguém que te sucesso em gerenciar a si próprio. Os construtores da ignorância são a preguiça de ler, a intemperança e a arrogância.

Existem aqueles que pensam que alcançarão o sucesso estudando a vida e o pensamento daqueles que conquistaram o sucesso, mas este tipo de estudo só serve para ajuizar alguns itens que são pertinentes à cultura geral e não à realidade pessoal interior ou corporativa da empresa. Há elementos de temperamento pessoal, de educação particular em cada história que não servem de regra para outros.

O sucesso pessoal sempre estará ligado a três fatores pró-ativos incontestáveis:

1) Fraternidade – o profissional que tem na sua mente a firme determinação de prestar serviços as pessoas com responsabilidade e critérios de ética bem construídos, já está em estado de sucesso, ganhando ou não muito dinheiro, porque a sua realização é servir o seu cliente com o melhor de sua personalidade;

2) Impacto – o profissional não se torna bem sucedido pelo dinheiro que ganhou, nem pelos prêmios que lhe deram, mas pela “marca emocional” que deixa na vida das pessoas com quem interage – na verdade, o cliente é alguém que se lembrará da emoção que teve e não há poder maior que este num negócio;

3) Holismo – a nova palavra que define a morte de um paradigma e o nascimento do novo é “holismo” (integralidade) administrativo – nele o centralismo do plano diretor do negócio está associado a elementos constitutivos do negócio que não podem ser perdidos se queremos sucesso e não fracasso. Toda empresa ou empreendimento é uma casa completa. Não há como ir bem nas vendas se o setor de assistência técnica não funciona satisfatoriamente. Não há como ter um marketing de rede que funcione ensinando que o sujeito pode ficar onde trabalha e que não precisa sair do emprego porque no emprego onde já está existem tantas variáveis que não poderá comparecer às reuniões do marketing de rede. Um plano diretor é uma necessidade imperativa para se ter sucesso!

Por fim, nesta breve reflexão, entendemos que para sair de uma conduta de fracasso e conquistar o sucesso, será necessária uma análise das razões dos fracassos passados, uma análise do desempenho atual e de um plano de ação.

Estas três tarefas são atribuições dos investidores e gerentes – e deveriam compartilhar com maturidade e serenidade as considerações que vão dispondo; mas como fazer isto se os envolvidos são intemperantes, arrogantes e ignorantes? Como avançar na construção de uma equipe que não consegue ser fraterna, emotiva e holística? Como criar as condições mínimas para o sucesso se a construção é feita com alicerces sobre a ganância, a ignorância técnica, dívidas e incompetência?

Não acreditamos que um profissional, seja ele de qualquer área que for, possa ser culpado de ter todas asa características negativas que aqui delineamos, porque se for é um completo doutor fracasso – entendemos que ao longo da vida podemos avançar. Mas, os fracassos estão envoltos nestes elementos aqui identificados.

(3) Gestores Perfeitos!

Os gestores/gerentes perfeitos são aqueles que conseguem antecipar as prováveis ocorrências de problemas e executem a ação apropriada para que tais problemas jamais surjam. Eles não precisam ser bruxos ou magos, mas devem ter três elementos que os habilite a ter esta capacidade:

1) Plano Diretor – um empreendimento que não está escrito, que não tem ideal, filosofia do negócio, missão claramente definida, objetivos gerais, metas departamentais, e, ação colegiada de todos os envolvidos – é um negócio criado sobre a base da unilateralidade e já está fadado ao fracasso, porque um núcleo não pode saber todas as coisas – a visão holística é fundamental! Um Plano Diretor envolve datas, prazos, condutas e um monitoramento permanente. Sem estas características o negócio vai falir, não adianta colocar o Departamento de Vendas para melhorar as vendas.

2) Qualificação Correta – um gestor não nasce em uma Faculdade e nem no campo das vendas, ele tem que ser alguém com o dom da gestão.

Para se enfrentar uma administração desastrosa, basta investir no ser humano que está no comando desta gestão. Qual seria este investimento? Este será nosso tema no próximo mês.

Até lá pensemos cuidadosamente nos valores que permeiam a nossa caminhada!

 

  1. Moises Vasconcelos disse:

    Parabéns pelas informações contidas nesse artigo.
    “Eu credito que ja nos encontramos.”
    Eu ficaria muito contente em continuar recebendo informações.
    Que o Senhor continue abençoando a vida profissional, sentimental e espiritual do irmão, para que você venha servir de benção na vida de outros.
    A paz.
    Rev. Moises Vasconcelos







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