Definição e Conhecimento Filosófico Sobre Deus!

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Definição e Conhecimento Filosófico Sobre Deus!

A palavra “Deus” em qualquer Dicionário – e acho que um Dicionário ainda deve valer alguma coisa nesta geração – diz:

“FILOSOFIA – Princípio único e supremo da existência e da atividade universal; primeiro motor e causa primeira do devir e da ordem do Mundo.” (https://michaelis.uol.com.br/palavra/1Zko/deus/)

“TEOLOGIA – Ente infinito e existente por si mesmo; a causa necessária e fim de tudo que existe.” (https://www.aulete.com.br/Deus)

Usando o Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano (https://marcosfabionuva.files.wordpress.com/2012/04/nicola-abbagnano-dicionario-de-filosofia.pdf); a definição sobre Deus é amplamente discutida entre a página 247 até a 265, consistindo num dos maiores verbetes.

É óbvio que é impossível encerrar o assunto sobre “Deus” numa reunião qualquer e muito menos esgotar o assunto sobre Ele em toda a História; a prova disto é que temos milhares de Escolas de Teologia, dezenas de Religiões com milhares de subdivisões e, nem estamos falando de Filosofia, Noética, Ocultismo e abordagens Empíricas (que são as histórias de pessoas que narram a comunhão e intercâmbio direto com Deus).

Não me atreverei a descrever aqui, em brevíssimo espaço, o todo deste material exposto no Dicionário e por isto mesmo indiquei aqui o link para quem quiser saber; mas posso apontar a introdução primária que afirma, acerca da “definição” sobre Deus:

“DEUS (gr. 0eóç; lat. Deus- in. God; fr. Dieu; al. Gott; it. Dio).

São duas as qualificações fundamentais que os filósofos (e não só elas) atribuíram e atribuem a Deus – a de Causa e a de Bem.

Na primeira, Deus é o princípio que torna possível o mundo ou o ser em geral.

Na segunda, é a fonte ou a garantia de tudo o que há de excelente no mundo, sobretudo no mundo humano.

Trata-se, como é óbvio, de qualificações bastante genéricas que só têm sentido preciso no âmbito das filosofias que as empregam.

Podemos, por isso, distinguir as várias concepções de D. partindo dos significados específicos que essas qualificações adquirem; portanto:

1ª) Quanto à relação de Deus com o mundo, pela qual Deus é Causa; e,

2ª) Quanto à relação de Deus com a ordem moral, pela qual Deus é Bem.

Como, ademais, é possível conceber que da divindade podem participar vários entes ou que ela é própria de um só ente, e como, por outro lado, é possível admitir várias vias de acesso do homem a Deus, também é possível admitir outros dois modos de distinguir as concepções de Deus;

3ª) Quanto à relação de Deus consigo mesmo, ou seja, com sua divindade;

4ª) Quanto aos acessos possíveis do homem a Deus.

Esses quatro modos de distinguir as concepções de Deus, que podem ser encontrados ao longo da História da Filosofia Ocidental, têm a vantagem de seguir com suficiente fidelidade as interações históricas da noção em exame, ou seja, os pontos que serviram de base para as principais disputas filosóficas.” (Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano, pg. 247, Verbete: Deus).

Por esta esclarecedora exposição, eu afirmo, como estudante das (1) percepções, (2) emanações, (3) revelações e (4) experiências pessoais; que me colocam frente-a-frente com o “tema” Deus que, PARA MIM:

  • Ele “É” Tempo + Espaço + Energia + Consciência Original e Incausada;
  • Ele “É” Personalidade decisiva e autodominante primordial;
  • Ele “É” Criador único e absoluto, impossível de ser diagnosticado pelas criaturas;
  • Ele “É” Mantenedor da Criação sendo a única hipótese de revelação da realidade.

Alguém discorda?

Usarei o único argumento que posso usar nestes casos: “porque cada um de nós dará conta de si mesmo diante de Deus” (Romanos 14:12).

Alguém dirá: este argumento é evasivo e foge do diálogo sobre a questão em maior profundidade!

Ao que respondo sempre: problema seu! Minha tarefa não é provar que a Realidade é real para ninguém. Sim, porque a definição de “realidade” segundo o próprio Dicionário citado é:

“… o modo de ser das coisas existentes fora da mente humana e independentemente dela.” (idem: página 831).

Desta forma, quando alguém diz: “não existem seres humanos na floresta porque eu não os vejo” – não significa que eles não estejam lá e sim que a limitação do indivíduo lhe impõe incapacidade de aferir tal realidade factual e que, como toda a Humanidade sabe: há pessoas nas florestas!

Por isto, concluo apontando uma pista interessante e que declara o seguinte:

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.
Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos” – diz o Senhor. “Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.”
(Isaías 55:6-9).

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