Todas as iniciativas que são feitas para concentrar poder terminam no óbvio: desgraça!
A educação brasileira em todos os níveis está fadada à desgraça total.
Por quê? Porque nenhum ser humano ou equipe, partido ou grupo humano, pode abarcar “todas as coisas necessárias” ao desenvolvimento equilibrado de gestão do poder.
A educação é um poder!
O esquema que estamos vendo ser instaurado aceleradamente no setor do ensino superior centralizado, simplesmente MATA a possibilidade da ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo ocorrerem livremente.
Pior ainda, as comunidades de base, os menos favorecidos economicamente estão privados de acessar uma dinâmica que é humana e não corporativa, que é emocional e não negocial.
As pequenas Faculdades, os Institutos que deveriam estar associados e sob a supervisão destas Faculdades – hoje marginalizados por burocratas ignóbeis de Brasília, constituem uma “força socioeconômica, socioeducativa, sociointegrativa e socioadministrativa” que apenas um País de gente muito estúpida deixa de capitalizar para o benefício da própria estrutura da Nação.
Ou seja, por causa de certos monopólios que fazem agrados e possuem esquemas dentro do MEC trabalham através de Conselheiros e Figuras Ilustres da República neste setor para destruir profunda e sistematicamente todas as iniciativas LEGAIS de inclusão educacional superior. Fazem isto se negando ao diálogo, se negando à análise conjuntural, se negando a atender as demandas onde jamais estes monopólios chegarão – e, o resultado em breve será a desagregação da massa dos estudantes do ensino superior.
Que desagregação?
Simples. O estudante brasileiro se pergunta: por que eu não me torno empreendedor com meu ensino médio, domino uma técnica de trabalho qualquer e parto para o mercado e ganho meu dinheiro, constituo minha família e sigo adiante?
Isto já é um fenômeno claramente enunciado – e o desespero destes cães gulosos é tão grande que não dão a mínima para esta obviedade, pelo contrário, precisam colocar gente para dentro do ensino superior com as justificativas comerciais mais idiotas possíveis: basta ver a propaganda onde propõem qualquer ‘mimimi’ com algum figurão da mídia nacional.
E não estou sozinho nesta análise que parece ser “negativa”, eis aqui uma importante consideração publicada na Gazeta do Povo (clique na foto):
Em um determinado ponto o Artigo explica:
“Sem recursos para proporcionar financiamento estudantil de baixo custo, o governo federal passou a liberar, autorizar e dar automonia às IES para a oferta de programas na modalidade a distância. A liberação se dá com base no Índice Geral de Cursos (IGC) e autoriza IES com nota 5 a abrir, sem visita de avaliação, até 250 polos EAD ao ano; as que têm nota 4 podem abrir até 150 polos; as com nota 3, até 50 polos. Ocorre que existem apenas 36 IES com nota 5 no país: são 1,5% das 2.407 existentes. Já as com nota 3 – patamar mínimo para a existência de universidades, centros universitários e faculdades – são 1.805 (66,7%). Se estas últimas abrirem todos os polos a que têm direito, serão 9.025 novas unidades ofertando cursos EAD já neste ano.”
Mas, eu pergunto:
- Considerando que os Estudantes Brasileiros foram criados na base de socioconstrutivismo e não possuem qualquer amor à leitura profunda de coisa alguma; não possuem capacidade de raciocínio lógico em grau de percepção profunda de absolutamente nada; considerando que desde o ensino médio são treinados para pensar com a cabeça de um socialista fechado em seu mundinho estatizado: como é que vai dar certo este negócio de EAD?
Vai dar errado!
Porque o que se pretende são os resultados concretos e, para uma força estudantil que não tem profundidade analítica de coisa alguma, mas que é treinada por uma força de professores que são cheios de orgulho da profissão, mas não produzem trabalhos científicos em lugar algum sobre coisa alguma e só pensam em salários e aposentadorias: a coisa está péssima!
Se eu for perguntado hoje acerca do valor do mercado de ensino superior, direi que é um terreno ruim para um investidor jogar dinheiro em buscar de lucro. E não me sinto “politicamente incorreto”, afinal de contas, qual é o empresário que vai se meter com qualquer negócio para sair no prejuízo e na miséria? Você que está lendo aceitaria isto? Destruiria toda a economia pessoal e depois ficaria feliz?
É um negócio ruim se for pensado em termos de escala.
Não permite a entrega do serviço final com qualidade, porque o Governo se intromete o tempo todo. Não deixa a concorrência livre (como preconiza a Carta Magna no Art. 1º e 170) fazer sua parte. Quer resolver o problema da incapacidade nacional em cumprir o PNE - Plano Nacional de Educação - na forma da Lei nº 13.005/2014.
E direi isto sem qualquer cerimônia arguindo o que já declarei, apontando que a intervenção ininterrupta do MEC querendo criar as malditas norminhas para toda sorte de coisa, inviabiliza o negócio para a iniciativa privada.
Pior ainda, além desta maldita intromissão que todo mês baixa Portarias para regular o regulamento do regulamento da Lei; ainda há o problema dos encargos trabalhistas abusivos e inócuos, uma estúpida carga de impostos elevados que deveria ser menor no setor da educação em troca de investimentos em ciência + inovação + tecnologia + empreendedorismo nacional.
por causa desta condição que os trabalhadores envolvidos na educação superior sabem (à boca miúda) que o sistema inteiro “faz de conta que ensina e os estudantes fazem de conta que sabem” - mas, para que não fiquem com ódio de minha arguição, primeiro analise-se o fato já consolidado sobre analfabetismo funcional no ensino superior brasileiro, por exemplo neste Artigo à seguir:
Para mim a coisa é claríssima: o sistema de educação superior brasileiro vive cheio de “autosabotagem” e a prova disto é a capacidade de produção científica, de textos profundos, de livros, de literatos nacionais, de gente que saiba interpretar qualquer coisa sobre qualquer tema próprio de nosso tempo.
É uma calamidade generalizada!
E o culpado disto tudo é tão-somente uma única entidade: o Governo Federal obtuso, retrógrado, ideológico, cheio de bolivarianismos da porcaria dos desgovernos que tivemos nos últimos 15 anos na Nação!
Para sair disto só tem uma maneira: fim da intervenção estatal na educação superior!
Pelo amor de Deus, do Brasil, da próxima geração onde estão seus netos, enfim: parem de expedir regras centralizadoras e deixem que as Bancas Acadêmicas façam o trabalho delas!
Prof. Jean Alves Cabral
________________________
A imagem de identificação do Artigo. No alto da página é de um artigo que demonstra a falência em que a educação brasileira, no ensino superior está imersa. Pode-se ler o Artigo no original clicando na foto abaixo:



