Editorial de Junho - A Felicidade Está no Equilíbrio!
A duração da nossa vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, a medida deles é enfado e canseira; pois passa rapidamente, e nós voamos (…) Ensina-nos, Senhor, a contar os nossos dias de tal maneira que possamos alcançar corações sábios.[1]
Ao escrever este texto estou com exatos quarenta e um anos! Faço 42 em 21 de setembro deste 2010.
Baseando-me no Salmo 90:10-12 creio que ainda me restam, conforme a mercê de nosso Pai Celestial, outra fase de quarenta e dois anos de vida neste planeta.
Neste período que se descortinou desde meu nascimento até agora, pude constatar o que disse Jacó assim que se encontrou com Faraó, quando seu filho José o chamou ao Egito. Evoco aqui suas palavras como sendo minhas em espírito:
(…); poucos e maus têm sido os dias dos anos da minha vida, e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais nos dias das suas peregrinações.[2]
Uma das minhas grandes certezas neste exato momento é que uma pessoa sem uma definição ou visão sobre as grandes questões da existência, vive sem saber quem é, de onde vem e para onde vai. Para mim, trata-se de uma questão de identidade e de identificação de valores que dão significado a nossa jornada neste planeta.
Particularmente tenho o compromisso de celebrar a minha vida comigo mesmo diante de Deus. Alegro-me em oferecer a quem desejar e especialmente aos meus filhos (se quiserem), uma visão da sabedoria acumulada até aqui na minha experiência, no intuito de facilitar a jornada deles mesmos; e, ainda folgo em oferecer aos leitores uma abordagem diferente dos valores da vida, segundo o prisma deste Professor que está concentrado desde 1998 na tarefa de cooperar com a experiência de cada um na trilha da felicidade como Capelão e Naturólogo.
Vivemos tempos de muitas idéias, filosofias e propostas sociais que se dirigem à solução das angústias humanas. Mas, eu desafio qualquer pessoa que aceitar o desafio a verificar que nosso Mundo está despencando em violência, drogas, inutilidades, vazio existencial, intoxicação, enfim, todos os sinais elencados por Cristo em Mateus 24 estão se cumprindo à luz do dia e há quem diga que estamos evoluindo!
Nos últimos dez anos tenho estado ocupado com a resposta para as angústias humanas! As mesmas angústias que nos deixam aborrecidos na hora do noticiário televisivo diário, ou na hora da rádio comunitária. O fardo de toda a nossa sociedade é o que me tem pesado na alma, porque estou ao lado daqueles que desejam melhorar a qualidade de vida das pessoas de meu tempo.
Mas, não creio estarmos sem orientação superior! Encontrei no episódio de Cristo com o Tentador no Deserto uma explicação que muito me tem iluminado a mente.
Diz o texto sagrado:
Não só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus.[3]
O “pão” representa o “ter”, e a “Palavra” representa o “ser”. Existe um equilíbrio na resposta de Cristo que muito me conforta.
Durante os últimos anos, tenho verificado que existem duas posturas que se chocam. Há livros e pregadores por aí prometendo felicidade para as pessoas com uma vida monástica, ascética, vagabunda e fanática. Este grupo em minha avaliação está errado porque nós devemos ser o sal da Terra e a luz do Mundo e isto só se faz com ação e convivência comunitária (Mateus 5:13-14).
Existem os que prometem felicidade com uma proposta carregada de sonhos de prosperidade material, negócios mirabolantes de riqueza fácil, sem trabalho disciplinado e uma carreira focada no bem das pessoas, como se tal caminho fosse saciar toda a ânsia humana. Este grupo dos “amantes do dinheiro”, em minha avaliação está também equivocado, porque a vida de uma pessoa não consiste no bem que ela possui, mas no bem que a domina (Provérbios 16:2; Jeremias 9:23-24).
Existem ainda os que pretendem combinar a religião e a teoria da prosperidade material como se esta fosse a saída. Esquecendo-se que ninguém pode servir a dois senhores[4].
Em minha avaliação, a resposta de Cristo silencia a crise psíquica entre todos os envolvidos. Nem um extremo, nem outro!
Embora cada grupo consiga atrair muita energia em torno da sua experiência pela insistência em torno da concentração extraordinária que exercem, a verdade é que podemos verificar facilmente o desequilíbrio existente nas suas considerações e na experiência com que vivem. Há religiosos demais e céticos demais na Terra! Precisamos de novos seres humanos equilibrados e aqueles que estão sem tal equilíbrio devem repensar e buscar esta direção!
Há quem defenda uma vida de renúncia aos bens materiais, para poder alcançar a felicidade espiritual. Este ideário não pode dar certo porque temos um estômago e não podemos andar nús por aí!
O centro da vida humana estará sempre no primado do trabalho. Somente um inútil não poderia perceber isto. Apenas um egoísta poderia entender que o objetivo da vida de uma pessoa é ficar enfiada em algum monastério, sem contribuir efetivamente para a felicidade da grande sociedade que está ao nosso redor.
A máxima de que devemos “negar a nós mesmos, tomar a cruz e seguir”[5], não pode contrariar, sob pena de tornar-se uma ilusão a ordem de que devemos “procurar viver quietos, tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo mandamos, a fim de que andeis dignamente para com os que estão de fora e não tenhais necessidade de coisa alguma”[6].
Por outro lado, não há qualquer apoio nas Escrituras Bíblicas que sancione uma vida onde a pessoa imagine que sua missão nesta vida é “o ter pelo ter”, ou ainda “o capital pelo capital”.
Não vos inquieteis, dizendo: que havemos de comer? Ou: que havemos de beber? Ou: com que nos havemos de vestir? Pois a todas estas coisas os pagãos vivem procurando. Porque o vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o Seu reino e a Sua Justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia sua própria luta.[7]
Efetivamente o Reino de Deus não é “comida e nem bebida, mas a Justiça, a paz e a alegria no Espírito Santo”[8]; entretanto, a mesma Fonte que inspirou seus servos a publicarem esta verdade, também declarou que devemos “seguir as coisas que servem para a paz e as que contribuem para a edificação mútua”[9].
A palavra correta para entendermos o significado real da vida é equilíbrio.
Falo aqui do equilíbrio do ter e do ser, de ser e de ter!
Tal assertiva está no princípio defendido por Cristo diante do Tentador. E foi com base nesta compreensão que iniciei minha busca pessoal sobre a felicidade humana – não deseja o nobre amigo e amiga fazer o mesmo?
[1] Salmo 90:10,12.
[2] Gênesis 47:9.
[3] Mateus 4:3.
[4] Mateus 6:24 e Lucas 16:13
[5] Marcos 8:34
[6] 1ª Tessalonicenses 4:11-12
[7] Mateus 6:31-34.
[8] Romanos 14:17
[9] Romanos 14:19



Saudações
Ao ilustre mestre de Naturologia Clínica e Capelão Jean Alves Cabral Macedo
Tuas literalizações septenárias sempre revelam a sabedoria divina na qual majestosamente o Alfa Omega Transcendental deixou em seu livro sagrado para que por meio dele pudéssemos nos orientar e assim alcançarmos a dadivosa condição de enfado e cansaço a qual muitos não poderão jamais alcançar em função do seu estilo de vida toxemico.
Septenários assim como o senhor são amos e queridos ou são odiados e detestados, porem quem vos ama e te quer bem, ama e que bem a Deus e quem te odeia e te detesta, também odeia e detesta a Deus, pois não há como amar a DEUS, odiando ao próximo.
O Senhor é bem claro quando diz que amemos ao próximo como a nós mesmo, porem se alguém te odeia e te detesta é compreensível pois é assim que essa pessoa se ama, ela se odeia e se detesta ao ponto que é somente isso que ela pode te oferecer pois podemos dar somente aquilo que temos.
Aos que falam bem, um muito obrigado pela atenção e aos que falam mal também o mesmo muito obrigado pela atenção e que continuem falando, pois a verdade precisa de divulgadores e nada melhor do que um divulgador insatisfeito com a sua própria compreensão que limitada torna-se reduzida a quase nada a ponto de motivá-lo a fazer mais, melhor e em menos tempo todo um estudos afim de provar o contrario daquilo que não se consegue acreditar bem como elaborar processo de divulgação daquilo que mais tarde vão conseguir acreditar mediante o seu esforço empregado.
Desejo a continuidade de vossa prosperidade holística nas camadas septenárias.
Cordialmente
Naturologo/Quiroprata
Eduardo Monteiro.