Neste Artigo exponho como entendo os eventos que tem atingido a Cidade de Damasco, na Síria, agora em 06/03/2018, mas que eclodiram a partir de 2011 com o início da chamada Primavera Árabe, em que supostamente, uma dinâmica democrática se ergueu para opor-se a um ditador que está no poder.
Minhas conclusões, baseado em uma extensa pesquisa que está no PDF aqui indicado, é uma manifestação em que proponho o entendimento a partir de Isaías 17:1-3 da cena que estamos presenciando.
Alepo (SÍRIA) 03/10/2012.- Fotografia facilitada por la agencia de noticias Siria SANA de una vista del lugar afectado por la explosión de tres coches bomba en Alepo (Siria) hoy, miércoles 3 de octubre de 2012. Al menos 31 personas murieron hoy y decenas resultaron heridas en varias “explosiones terroristas” en Alepo (norte), la segunda ciudad de Siria, dijeron a Efe fuentes oficiales, que destacaron que hubo grandes dados materiales. EFE/SANA SOLO USO EDITORIAL PROHIBIDA SU VENTA.
BAIXE O PDF AQUI (no título em azul)
A Queda de Damasco e o Cumprimento da Profecia de Isaías 17.
Tivemos, pois, a oportunidade de verificar com clareza e objetividade:
1º) Isaías 17:1-3 aponta para uma profecia que só pode se justificar nos nossos dias, ou no futuro, porque:
- Damasco nunca foi desabitada e se transformou em uma área de rebanhos sem temor e ela é uma das cidades mais antigas da Humanidade que jamais ficou desabitada, mesmo diante de todas as guerras a que foi submetida. Ela existe desde 1700 a.C. e ainda está de pé, em cascalhos, mas está aí ainda (06/03/2026);
2º) Isaías 17:1-3 faz menção a Efraim que tem uma conexão direta com Damasco ao tempo do Profeta Isaías e, o contexto do conflito existente era relativo a uma aliança espúria entre o Reino de Israel (controlado por Efraim/tribo) e o Reino da Síria (Damasco) porém:
- Em Isaías 7-8 e 2ª Reis 15-16 se afirmou que o Reino de Efraim deixaria de existir diante de Deus na invasão da Assíria e com Efraim foram extintas 10 tribos como entidades “jurídicas” diante de Deus, ficando apenas Judá (Oséias 11:14).
- Mas, Efraim não foi exterminado como parte do povo de Deus, da mesma forma que as Tribos de Israel não foram banidas (Romanos 11:1-3; Apocalipse 7:4-8).
3º) Para se cumprir a profecia de Isaías 17 é preciso partir do seu marco histórico inicial e ir adiante de forma cronológica e, o marco fundamental está no verso 1:
“Isaías 17:1 Peso contra Damasco. “Eis que Damasco [será] tirada, e já não [será] cidade, antes [será] [um] montão de ruínas”. (Textus Receptus, King James).
- Enquanto a História não nos apresentar uma Cidade de Damasco completamente descrita desta forma – A PROFECIA NÃO SE CUMPRIU.
- O argumento de que Isaías 17:3 declara que “a fortaleza de Efraim cessará, como também o reino de Damasco e o remanescente da Síria como a glória dos filhos de Israel, diz o SENHOR dos Exércitos” – se explica claramente em Oséias 11, porque Efraim está vivo até hoje e estará em José diante do Senhor, no grupo dos 144 mil selados.
- A cronologia das profecias é sempre intrínseca e a sua comparação com qualquer outra depende de um entendimento inicial dela “em si” pelo que ela diz “de si” e não do que outros digam. A compreensão de Isaías 17 inicia como afirmamos, logo, é sem qualquer lógica pretender desviar-se da afirmativa taxativa de que Damasco VAI FICAR RIGOROSAMENTE devastada e com rebanho dentro dela (versos 1-3). Porque isto ainda não aconteceu NUNCA.
Não faremos aqui uma análise exaustiva como a que apresentamos para outro texto importantíssimo, mas que confirma a mesma profecia que ainda está para se cumprir e que os teólogos Ocidentais são apressados em pretender explicar para JUSTIFICAR SUAS DENOMINAÇÕES e suas TEOLOGIAS JÁ EMPACOTADAS.
Está em Jeremias:
Enfraquecida está Damasco, virou as costas para fugir, e o tremor apoderou-se dela; angústia e dores apossaram-se dela como da mulher que está de parto. Como está abandonada a cidade famosa, a cidade da minha alegria! Portanto os seus jovens lhe cairão nas ruas, e todos os homens de guerra serão consumidos naquele dia, diz o Senhor dos exércitos. E acenderei fogo no muro de Damasco, o qual consumirá os palácios de Bene-Hadade. (Jeremias 49:24-27).
Os que não aceitam a ordem cronológica da profecia em Isaías 17 insistirão sempre em argumentar que minha exposição, tanto quanto a de muitos outros expoentes que seguem na mesma compreensão, pretendem arguir que o fato de Deus julgar um povo não significa necessariamente que jamais possa haver reconstrução e usam como referência esta passagem:
“E odiei a Esaú; e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto. Ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados; assim diz o Senhor dos Exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o Senhor está irado para sempre”. (Malaquias 1:3-4).
Porém, a destruição de Damasco em Isaías 17 é definitiva!
Este Mundo tem prazo de existência na forma como está diante de nós!
A misericórdia de Deus para com Edom que foi destruído, reconstruído e depois destruído de novo não se compara a Efraim e às Tribos de Israel.
A destruição profetizada em Isaías 7 se cumpriu especificamente no oitavo século antes de Cristo, mas a de Isaías 17 não!
Isso significa que Damasco foi dominada diversas vezes, mas, nunca foi destruída e aniquilada ao ponto de se tornar um pasto de rebanhos.
A região de Damasco, assim como o resto da Síria, tornou-se um campo de batalha por volta de 1.260 a.C., entre os Hititas desde o norte e os Egípcios do sul, terminando com um Tratado assinado entre Hatusil e Ramsés II onde foi entregue o controle da área Damasco para Ramsés II em 1.259 a.C.
A chegada dos “Povos do Mar” por volta de 1.200 a.C., marcou o fim da Idade do Bronze na região e trouxe novos desenvolvimentos no universo da guerra.
Mas, Damasco foi apenas parte periférica dessa realidade que afetou mais a população de grandes centros da Síria antiga. No entanto, esses eventos contribuíram para o desenvolvimento de Damasco como um novo centro influente que surgiu com a transição da Idade do Bronze para a Idade do Ferro.
É minha posição sobre a pauta, mas ouço melhor juízo!
Prof. Dr. Jean Alves Cabral
Tags:Damasco, Isaías 17, Isaías 7, Profecia da Síria, Profecias do Fim, Síria
2 comments on “A Queda de Damasco e o Cumprimento da Profecia de Isaías 17.”
A profecia abrange o território Sitio e o Israelense. Se o que está acontecendo é profecia bíblica, por Israel não está vivendo o mesmo. A profecia se cumpriu a 2.700 anos…
Compreendo a abordagem feita pelo nobre amigo Marcos Vinícius, mas como indiquei no artigo, entendo como não tendo sido cumprida a profecia nestes termos e sim estar diante de nossos olhos em cumprimento.
Há uma segunda linha correndo ao mesmo tempo e que demandaria uma certa atenção para o devido entendimento desta compreensão e que complementa o que já enunciei.
Trata-se de Deuteronômio 28:15-68 que é profundamente ignorado por toda a Cristandade.
O verdadeiro Israel de Deus não é esta coisa amorfa que está lá na Palestina. Este pessoal tem uma clara conexão com a Casa Rothschild de Londres, o movimento Sionista e vem dos Judeus Askenazes.
Quem são estes?
“São os judeus provenientes da Europa Central e Europa Oriental. O termo provém do termo do hebraico medieval para a Alemanha, chamada Ashkenaz (אשכנז). Nos dias de hoje, o termo asquenazita é utilizado para tratar das tradições religiosas dos judeus que viviam na Europa Oriental, assim como as de seus descendentes, espalhados por todo mundo após o Holocausto.” “No século XX, o escritor Arthur Koestler, de origem asquenaze, em seu livro A 13ª Tribo (1976), retomou a antiga teoria de que os judeus asquenazim seriam descendentes dos cazares, um povo de origem turcomana, não semita, que abandonaram suas terras, na região da atual Turquia, fugindo às devastações perpetradas pelos mongóis, afinal refugiando-se na Europa Oriental, principalmente nos atuais territórios da Polônia, Hungria e Ucrânia, isto é, nos territórios mais afetados pelo extermínio nazista. Essas populações, não pertencendo a nenhuma das doze tribos de Israel, por isso são definidas no livro de Koestler como “a décima-terceira tribo”. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Asquenazes).
Mas, a verdade é que estes sujeitos não são, de forma alguma. filhos de Israel.
“Segundo a Bíblia, Asquenaz foi um bisneto de Noé, neto de Jafé e filho mais velho de Gômer.(Gênesis 10:3) Os descendentes de Asquenaz, conforme a tradição, seriam os citas, que viviam nas proximidades do Monte Ararate e eram chamados ashkuza nas inscrições assírias. A região da Ascânia na Anatólia deriva seu nome desse grupo, que se acredita ter avançado até a Europa.”(Jeremias 51:27).
Retomando Deuteronômio 28 e Levítico 26 - após a maldição que recaiu sobre Israel, a Nação está efetivamente sob a situação de desterrados, não estão repatriados de forma alguma lá na sua terra que está nas mãos de gentios e, mais ainda, em Deuteronômio 28 se declara que saber isto “será sinal” para compreender a verdade. Os israelitas estão sob 12 desgraças que não são aliviadas de forma alguma e somente na Volta de Cristo haverá a devida restauração.
Ora, o que isto tem que ver com Damasco?
Isaías 17 fala de Israel estar em condições de miséria da mesma forma que os sírios ficarão.
Sem perceber esta miséria profética e pensando que os askenazes são filhos de Jacó, fica difícil entender.
Damasco NUNCA FOI TOTALMENTE DESTRUÍDA ao ponto de virar “pasto de gado” e, pelo que estamos assistindo, será exterminada da sua terra e o caminho estará aberto para a invasão do Reino do Norte (Rússia / Gomer) para a batalha do Armagedom.
Mas, é como temos dito: quem viver verá!
Seja como for, preservemos a comunhão com Cristo nos moldes de João 15:1-5.
Shalom!