A) Credo.

Cremos que a Finalidade Moral da Vida Humana só pode ser encontrada na explicação que a Bíblia Sagrada nos dá cerca da razão pela qual Deus nos criou e nos colocou neste planeta (Colossenses 1:16-19), ou seja, “porque aprouve a Deus que nEle (Cristo) habitasse toda a plenitude” – e esta revelação é a chave da única sabedoria consistente que pode existir de fato, como se pode verificar nesta determinação sagrada:

Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dEle, iluminados os olhos do vosso entendimento, para saberdes qual é a esperança do seu chamado, qual a riqueza da glória da Sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do Seu poder para com os que crêem, segundo a eficácia da força do Seu poder; o qual exerceu Ele em Cristo, ressuscitando-O dentre os mortos e fazendo-O sentar à Sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se nomeia não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser O cabeça sobre todas as coisas, O deu à Igreja, a qual é o Seu corpo, a plenitude dAquele que a tudo enche em todas as coisas. (Efésios 1:17-23).

Este texto esclarece a razão da vida!

Primeiramente, ao declarar que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, aponta na direção da vida eterna, de sorte que a finalidade moral da vida humana não poderá jamais ser considerada sob a perspectiva atual da temporalidade que nos assedia, mas da eternidade que acha-se escondida em Cristo e que se manifesta pela fé em nossa vida de ligação com Ele. Por isto que se declara de modo absoluto na Escritura que a razão da nossa vida está em Cristo:

Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a Minha palavra e crê nAquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. (João 5:24).

Porquanto Deus não enviou Seu Filho ao Mundo para que julgasse o Mundo, mas para que o Mundo fosse salvo por Ele. Quem nele crê não é julgado, porquanto crê no nome do unigênito Filho de Deus. (João 3:17-18)

A grande dificuldade das pessoas de nosso tempo entenderem o verdadeiro significado da vida, pois, se evidencia em três proposituras que estão na base de todas as religiões de nosso século tenebroso, quais sejam:

1) Orgulho de Opinião: que envolve a dificuldade que certas pessoas possuem em submeter-se à revelação de Deus manifesta na Bíblia, quer com espírito crítico, quer com sarcasmo, quer com uma suposta erudição, ou ainda com um ar de superioridade intelectual que não procede à verdade dos fatos, porque a sabedoria oculta em Cristo é revelada somente por inspiração divina (1ª Coríntios 1:18-25).

2) Religião do Legalismo Carnal: que envolve outro grupo de pessoas que imagina que pode acalmar a “divindade” seja ela de que tipo for com seus esforços pessoais. Este tipo é muito forte quando analisamos as religiões do Mundo ao nosso redor, inclusive muitos segmentos do cristianismo secular e institucionalizado, onde as pessoas imaginam que podem oferecer a Deus algum tipo de “obras de mérito” pessoal que justifique o “seu direito à salvação” ou à vida eterna. Este modelo além de incenso ao orgulho pessoal, apresenta a arrogância da religião onde a pessoa se vê uma divindade ou um semi-deus com poderes pessoais que supostamente a capacita a alcançar o infinito; porém, nada pode ser mais ridículo sob o prisma da religião verdadeira, porque o finito não reúne condições de alcançar a infinitude à menos que esta, por piedade e misericórdia se manifeste – que é o que vemos em Cristo segundo afirmam as Escrituras (1ª Coríntios 2:1-5; 3:11; Efésios 2:8-10). Os seres humanos precisam entender o que significa de fato o evangelho do Reino de Deus e, ele está explicado em 2ª Coríntios 5:18-21).

3) O pecado: o terceiro grupo de pessoas que não conseguem entender a finalidade moral da vida em Cristo, estão reféns de duas doenças pestilentas que assolam nossa humanidade, são elas o vazio existencial ou vacuidade e, a intoxicação orgânica. Estes dois problemas fundamentais da experiência humana pode ser entendido quando lemos a narrativa do conflito entre Cristo e o Tentador no deserto, quando o Inimigo de Deus propõe à Seu Filho que Ele transforme pedras em pães “se” for de fato Quem diz Ser. Tal batalha está em (Mateus 4:1-4). A resposta de que o ter e o ser existencial caminham em harmonia diante de qualquer situação da vida, porque a própria vida só se reequilibra nestas duas bases prova esta nossa assertiva. O ter representado pelo pão é a nossa materialidade existencial que muito tem sido exaltada acima de tudo como se fosse a razão absoluta de tudo; por outro lado a palavra de Deus representa o ser interior que deve ser guiado pela atuação espiritual de Deus na pessoa humana. Daí o pecado ser poderoso nos apelos à carnalidade (Gálatas 5:19-21) material da vida humana e manter o indivíduo preso (Gálatas 5:16-18) em suas garras, porque libertar-se dela significa dominá-la pela influência do Espírito (Gálatas 5:22-25) e, isto é libertação plena (João 8:32-34).

Assim, a finalidade existencial humana está poderosamente associada à visão espiritual da presença de Cristo na vida humana (João 17:3; 14:6; 15:1-5). Sem a Sua Pessoal influência e domínio, não será possível viver eternamente – o que é, em si, a razão de nossa criação – (Romanos 5:17; 6:20-23; 8:16-17),

E é nesta perspectiva que surge a doutrina essencial dos santuários espirituais – que somos nós mesmos!

Cada um de nós, seres humanos, somos considerados Santuários Espirituais em toda a Bíblia, de sorte que qualquer avaliação humanística da matéria é simplesmente uma visão pequena e falsa da realidade.

Somos personalidades espirituais, templos e casa de Deus (1ª Coríntios 3:16-17; 6:19-20; 2ª Coríntios 6:16; Hebreus 3:5-6), este Santuário existe para a morada de Deus em nós (1ª Pedro 2:4-5; Efésios 2:19-22; João 14:23, 16-18).

Este Santuário tem, até onde temos conhecido dele na Escritura sete dimensões que compõem uma unidade harmoniosa e absoluta da vida de Deus em nós. Temos depreendido esta realidade quando consideramos que cada pessoa pode amar a Deus (Marcos 12:28-32) em quatro dimensões primárias quais sejam: (a) “do coração” (emoções), (b) “da alma” (espiritualmente), (c) “do entendimento” (mente intelectual), (d) “das forças” (físico). Isto deve consistir o holismo individual de cada pessoa, que deve ser devotado ao Criador, numa relação de harmonia com Suas Leis Naturais e Morais.

Mas, por outro lado, temos a dimensão onde se determina que “amemos ao próximo como a nós mesmos” – e nela temos com certeza três dimensões que correspondem ao holismo cósmico onde estamos todos inseridos, a saber: (e) “a família”, (f) “a sociedade”, e a “estrutura ecológica”. Porque, incontestavelmente, é nestas três dimensões que o nosso amor pode se manifestar de modo concreto e real.

Ora, para quem não possui finalidade moral de existir, temos aqui sete estruturas que harmonizadas e ativas representam um colégio de potencialidades imensas! E que educação não deveria ser a nossa, se fosse esta concentrada em potencializar estas estruturas do indivíduo! Que tipo de grandezas não seriam conquistadas no campo das artes, da ciência, da beneficência, da produtividade e de tantas outras áreas da vida se as pessoas estivessem em Cristo desta forma holística e dominadas completamente por Seus mandamentos que são todos calçados no amor!

Eis a nossa crença desnuda! A finalidade moral da existência humana é ser morada do Espírito de Deus (Pai e Filho) em toda a Sua plenitude, dentro dos limites de receptação determinadas pelo próprio Pai-Criador.

E, nesta propositura, podemos compreender a razão da liberdade que se pode encontrar na mão de Deus à nosso favor. Não somos colocados diante do Universo como marionetes nas mãos de um Deus “tirânico” como as religiões paganizadas apresentam suas divindades sempre esperando algum tipo de sacrifício que faça o ser humano ser digno de estar diante de Deus.

Se há uma coisa que o Evangelho de Jesus Cristo nos trouxe foi a visão completa e absoluta do que significaram os séculos de toda a complexa religião israelita: o cumprimento da própria razão de ser e da vinda do Filho Unigênito de Deus, Jesus Cristo, como Cordeiro que tira o pecado do Mundo e que salva a todas as pessoas mediante Seu sacrifício perfeito e absoluto!

A nossa finalidade moral de existir é honrar o amor de Cristo por nós mesmos e estar em comunhão com Ele sempre avançando no crescimento de todas as nossas potencialidades existenciais em suas sete dimensões (físico, emocional, intelectual, espiritual, familiar, social e ecológica).

Este amor, porém, não poderia ser verdadeiro amor se fosse imposto à força bruta ou natural. Deve ser uma escolha inteligente, construída a partir de um arrazoado argumentativo que, apelando à nossa consciência nos constranja e nos faça considerar a grande vantagem de sermos associados a ele (amor) que, qual um dom, ofertado por Deus à uma raça que não merecia nem existir por causa de seus pecados e inimizade contra Deus, é agraciada exatamente porque o amor só pode sê-lo, vindo da parte de Deus, porque é infinito e muito superior aos padrões e compreensão humana que é finita e muito limitada em sua finitude.

Tal a finalidade do cristianismo! Tal a mensagem do cristianismo! Tal o significado do Evangelho do Reino de Deus! Como está escrito:

Tudo provém de Deus, que nos reconciliou Consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando Consigo o Mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós; para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus. (2ª Coríntios 5:18-21).

Maravilha de Deus! Eis o fundamento de toda a Bíblia e toda a religião cristã! Nada pode ser construído fora desta perspectiva! Não há espaço aqui para qualquer desvio. A finalidade da vida humana não é traçada pelo ser humano, foi determinada por Deus-Pai nos paços celestiais e envolve Seu Filho Unigênito que abdicou de Sua divindade, tornou-Se homem, habitou com perfeição entre os seres humanos, morreu no lugar de todos os pecadores (a totalidade da humanidade), foi ressuscitado, elevado à condição de nome mais fabuloso do Universo (abaixo apenas do nome do Pai, é claro!) e, está assentado ao lado dAquele que governa os Universos recebeu autoridade sobre todas as coisas em toda parte, estando pronto para retornar a este Mundo para restaurar todas as coisas e, quando fizer isto, subjugando Seus inimigos, sendo o último dentre eles a morte, devolver o Reino que recebeu do Pai e submeter-Se como todos os demais ao Pai-Criador-Soberano Universal. E, é muito importante verificar que, em todo este processo, jamais Cristo se coloca em posição de igual ao Pai, mas sempre se apresenta como submisso ao Pai em tudo! Este Sua atitude estabelece uma visão da grandeza de Sua missão e da importância que existe no Governo Celeste da posição de humildade. Cristo só pode ser nosso Senhor e Salvador, só pode ser nosso Rei e digno de adoração, porque “aprouve ao Pai” que assim fosse estabelecido! O alvo de Cristo nunca foi ser o centro das atenções, Seu alvo sempre foi “o Pai”! quem O coloca na posição de centro da vida da espécie humana é exatamente Este Pai que Ele tanto venera, adora e obedece, ao ponto de entregar Seu Espírito e ir-Se à morte em nosso lugar!

Tal a história de Jesus Cristo e a Sua trajetória dentro da Bíblia já pontuada! Onde a nossa finalidade moral de existir se encaixa nisto tudo?

Toda esta explanação aponta numa única direção: podemos fazer uma escolha existencial! Podemos escolher entre Cristo e à nossa morte existencial. Se escolhermos Cristo, estaremos naquilo que já está à nossa disposição, ou seja, “a vida eterna que temos aqui e agora” (João 5:24; 3:17). Mas, se escolhermos a separação em relação a Cristo, resta-nos o vazio existencial (vacuidade) e a vida perdida, ainda que preservada por algum tempo pela misericórdia divina que irá procurar nos alcançar com gemidos e esforços inimagináveis por nossa vã sabedoria carnal, até que, sendo completamente rejeitada a influência espiritual que advém do Pai Eterno, depois de todos os esforços espirituais que só o coração de amor do Pai poderá revelar, a criatura escolha abdicar da vida, que só existe em Cristo e seja então exterminada da Criação.

Esta última parte da nossa explanação é a que causa maior transtorno nesta doutrina acerca da finalidade moral da vida humana, porque as pessoas que estão no grupo dos orgulhosos, religiosos carnais e pecadores, entendem que devem ser deixados em sua vida de auto-idolatria ou de egolatria, sem qualquer intromissão de Deus. Muitos são infantis de pensarem que Deus Pai governa o Universo com regras dúbias e propostas republicanas. O Reino de Deus nosso Pai Celeste é exatamente um “Reino” e não uma democracia celeste. Sua autoridade é suprema e Seu poder inigualável. Ele é a Fonte de toda a vida e o Legislador Universal, sustentando as coisas pelo Seu poder infinito.

As escolhas humanas determinam o tipo de existência que cada pessoa terá e, estas escolhas influenciam outras pessoas, de sorte que o ser humano é responsável por suas escolhas moralmente diante do Deus Eterno. (1ª Tessalonicenses 5:23; Romanos 12:1-3; Mateus 4:23; João 10:10; Gênesis 4:6-7; Romanos 14:12; 1ª Coríntios 10:29; 2ª Coríntios 13:5-6; Deuteronômio 30:19-20; Ezequiel 18:20-28; João 15:1-5; 1ª João 5:10-12).

Dissemos em nosso estudo sobre “As Sagradas Escrituras” que não existem meios de que os seres humanos possam chegar até Deus Pai por seus próprios esforços. Foi por esta razão que o próprio Deus Pai tomou a iniciativa e manifestou-Se através de Seu Filho Unigênito, porém, além disto, Ele tomou providências para tivéssemos conosco um Santo Livro que tem a função de educar plenamente os seus leitores fiéis, e assim, pudesse preservar diante de todas as mentes a Sua Instrução divina. Afirmamos que a restauração da espécie humana não pode ser encontrada em si mesma, mas, somente o Altíssimo pode provê-la! Se cada um de nós deseja conhecer como ela ocorre, devemos buscar na Palavra de Deus a orientação e certamente a encontraremos! Esta é nossa mensagem enquanto missão cristã e Igreja!

Mas aqui queremos acrescentar a esta visão e missão a certeza de que somos Santuários Espirituais onde Deus deseja habitar e preservar a Sua própria vida, desde que não a desprezemos e, este é o nosso poder, destrutivo e avassalador: podemos rejeitar a vida que temos já garantida e conquistada por intermédio de Cristo. Se alguém, no dia do juízo final (que será objeto de nossos estudos em outro tópico) estiver no grupo dos que se perdem, estará nesta situação porque resolveu de livre e espontânea vontade escolher a morte, renegando a graça bondosa da salvação que está em Cristo Jesus, pela misericórdia do Pai Celestial!

Cuidemos, pois desta questão com todo o esforço de nossa alma! Operando a nossa salvação com tremor e temor – mantendo a nossa mente fixada nestes assuntos que vão se descortinando conforme a revelação de Deus (Cristo) vai se revelando dia-a-dia, pela manifestação do Espírito Consolador que nos foi enviado para nos preservar da perda de foco e da falta de firmeza na caminhada transitória a que temos sido submetidos.

Por esta razão, a finalidade moral da vida humana não pode ser a exaltação e a satisfação dos desejos carnais da espécie humana, nem dos demônios que procuram liderar o sistema pagão que ainda é tolerado por misericórdia neste planeta. Na verdade, a finalidade moral humana só poderá ser achada na obediência as leis de Deus.

Tal governo e tais leis são tão imutáveis que a única maneira de resgatar a raça humana rebelde foi sacrificar o Imaculado e Inocente Filho Unigênito de Deus, e a Escritura afirma que Deus-Pai “O deu” à esta nossa raça decaída. Declara que Ele “foi feito pecado”, isto é, não diz que Ele “tinha pecado”, mas que Ele foi feito “o próprio pecado em seu cerne mais brutal e repugnante”, de sorte que o pagamento por nossa desgraça foi completo, matando o germe do pecado em sua raiz, satisfazendo completamente a nossa perdição eterna, garantindo-nos a vida eterna aqui e agora!

Nossa posição deve ser a de quem “escolhe”, pois, a vida e segue adiante a vivê-la! Quem entender esta exposição que aqui fazemos, compreendeu a natureza de nossa realidade existencial com Deus e diante dos fatos da vida. Jamais temerá a morte e jamais ficará perturbado diante de qualquer que seja a crise que se apresente, porque sabe duas coisas muito fortes em si mesmo:

1) Ninguém e nem nada poderá nos separar do amor de Deus quando nós resolvemos que queremos Deus em nossa vida habitando em nós como Santuários que somos; e,

2) Toda a vida que temos aqui neste planeta é apenas um momento de nossa eternidade, porque sabemos que em Cristo, onde estão escondidos os tesouros da sabedoria e da vida, a nossa existência está marcada e gravada com o selo deste Seu amor e estaremos com Ele para sempre na eternidade que já começou agora.

Para a glória de Deus nosso Pai louvado seja Jesus que deu Sua vida por cada um de nós!

Paz e bem!

Cordialmente,

Prof. Dr. Jean Alves Cabral


¹ Os Estudos publicados pelo Prof. Dr. Jean Alves Cabral, são catalogados em série e objetivam atender às demandas de orientação referentes à sua banca de educação, sobretudo, na área de saúde, teologia, administração, psicologia e pedagogia. Os direitos são reservados. A cópia é franqueada livremente desde que seja preservada a fonte e a íntegra deste material.

1 Comentários
  • Postado por Jean Frank 30/03/2026 at 13:30

    Esse compromisso foi o que me fez despertar e me apaixonar pela GTN... Sempre avante amado professor!!!

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