Minha Declaração de Princípios Políticos!
- As Internacionais.
O primeiro passo para iniciar qualquer diálogo sobre política ocorre na justa medida em que entendemos que “não existe Nação sobre a Terra que seja isolada”. Todos os países possuem vizinhos e a interatividade humana entre eles é absoluta! Exatamente por esta razão não existem países que possam ser isolados do conjunto mundial de Nações. O sujeito tem que ser muito infantil ou tolo para pretender uma exposição qualquer que ignore este fato absoluto.
Diante desta realidade entra em cena a Teoria das Relações Internacionais que funciona como instrumento teórico conceitual por meio do qual podemos compreender e explicar os fenômenos relativos à ação humana que transcende o espaço interno dos Estados, ou seja, que tem lugar no meio “internacional”.
A pauta é muito extensa, porém, alguns fundamentos devem ser compreendidos, porque são primários; e o primeiro deles é que todos os Partidos Políticos que existem são participantes de aglomerados internacionais que defendem posturas específicas.
Estes aglomerados são bem articulados, possuem princípios, objetivos, dinheiro e pessoas afinadas no sentido de apoiar as questões que lhes interessam.
- Há uma organização Internacional Socialista que é uma estrutura que busca a divulgação e implementação do Socialismo democrático através da união de partidos políticos social-democratas, socialistas e trabalhistas. Foi fundada em 1951 com a denominação Internacional Operária e Socialista e atualmente possui 160 partidos de mais de 100 países do globo, sendo uma das maiores organizações partidárias em atividade. O Site que defende esta bandeira é http://www.socialistinternational.org/Declaração Universal dos Seres Humanos
- Há uma organização Internacional Comunista que defende valores rigorosamente associados ao Manifesto Comunista, naturalmente adaptado aos novos tempos e pode ser conhecido em http://www.wsws.org/pt/ e possui uma estreita relação com o pensamento de León Trotsky. Esta corrente se opõem frontalmente ao modelo “Socialista” e radicaliza muito mais aspectos que aquele defende em uma mistura com o Capitalismo que, aqui é inaceitável ideologicamente. Os comunistas querem a ditadura do proletariado e nada além disto!
- Há uma organização Internacional Islâmica que se fundamenta na entidade denominada Organização Para a Cooperação Islâmica(em árabe : منظمة التعاون الإسلامي; em turco: İslam İşbirliği Teşkilatı; em persa: سازمان همکاری اسلامی), cujo acrônimo é OCI. Funciona como uma estrutura intergovernamental na forma de uma delegação permanente junto à ONU e reúne 57 países, todos com expressiva população islâmica, do Oriente Médio, África, Ásia e Europa. Os objetivos da OCI são promover a solidariedade e a cooperação entre os Estados-membros e velar pela preservação dos lugares sagrados do Islamismo, bem como toda uma agenda de operacionalidade conjunto em todos os setores afins. De fachada, até onde sabemos, o site é este aqui: http://www.arableagueonline.org/category/arab-league/
- Por fim, há uma organização Internacional Liberal que funciona como uma federação política internacional para Partidos Políticos Liberais. Sua sede está localizada em 1 Whitehall Place, Londres, SW1A 2HD dentro do National Liberal Club. Foi fundado em Oxford em 1947 e tornou-se a rede proeminente de Partidos Liberais e para o fortalecimento do liberalismo em todo o Mundo. O Manifesto de Oxford descreve os princípios políticos básicos da Internacional Liberal. Para conhecer com maiores detalhes basta visitar https://liberal-international.org/
Ora desta forma temos um cenário político que envolve quatro grandes correntes claramente definidas em todo o Mundo e no Brasil elas se delineiam de forma muito clara nos documentos publicados pelos Partidos Políticos, pelas pessoas que os representam e como falam e agem publicamente (e até às escondidas) diante de todo o povo brasileiro. Eles se revelam claramente como são - as palavras, pensamentos, ações e hábitos, revelam os pensamentos e o caráter de cada um deles às claras diante de todos nós!
Os Partidos Políticos, agrupados nas suas correspondentes internacionais, obedecem as suas conexões ideológicas, sempre em sentido muito amplo, porque o nosso Mundo é uma Aldeia em que interesses dentro dela se harmonizam e atuam em direção objetiva de ações.
No Brasil, Partidos tais como PT, PSDB, PMDB, PSOL, PDT, PTB, PSB, PP, PV, PRTB, PSD, PSC, PSDC, PMN, PRP, PHS, PRB, Solidariedade, PROS, PEN, REDE e PMB, são efetivamente ligados à corrente Socialista, sob a bandeira da chamada Social-Democracia que, de fato, não almeja ser Comunista de forma alguma!
Partidos tais como o PCdB, PCO, PSTU e PCB são objetivamente comunistas e defendem esta linha, embora haja muita protituição e namoro de muitos de seus políticos com a ala Socialista que predomina na maioria dos Municípios Brasileiros e nas Universidades, bem como nos Sindicatos.
O grupo Islâmico é inexistente no Brasil em termos de política representativa no Congresso Nacional, embora fortíssimo nas Nações Islâmicas e na ONU.
O grupo Liberal, no Brasil tem hoje cinco bandeiras que se apresentam como tais: o Partido Novo, o DEM, o PR, o PPL e o PSL. Eu estou oficialmente filiado ao PSL = Partido Social Liberal.
Qualquer diálogo sobre Política no Brasil que não entenda estas raízes e suas IDEIAS é inócuo e, mormente, promovido por pessoas que não sabem de onde vem, quem são e onde vão – embora pareça claro que na esmagadora maioria sabem o que querem: o esquema corruptor e corruptível praticado pela hegemônica maioria Socialista, com forte inclinação Comunista e profundamente alienada do Liberalismo. Uma maioria que defende um Estado Gigante, que viva cheio de um funcionalismo caríssimo, nababesco e que sangra as contas públicas por todos os lados; sem falar nas questões relacionadas com a corrupção que merece capítulo em separado.
- Minha Escolha Pelos Liberais.
Por força de minha inclinação pessoal eu seria familhista se existisse tal corrente como um fenômeno internacional, mas é melhor defendê-la por dentro da estrutura liberal-democrática onde já estou filiado.
A escolha se deve especialmente à seguinte abordagem:
- Diante do “Socialismo do Século 21” e contra o Coletivismo Conservador dos Coronéis Brasileiros, com a sua Plutocracia patética e retrógrada e que só beneficia a eles e suas famílias como sempre, os liberais e libertários devem oferecer um modelo teórico de acordo com as necessidades deste novo século e com os desafios que a Humanidade enfrenta, e esse modelo não pode ser o das últimas seis ou sete décadas, em que tantos liberais em todo o Mundo cometeram o erro de participar do consenso coletivista que se originou no Mundo do pós-guerra, misturando-se com os Comunistas e Socialistas em termos de plataforma estruturada. Os Liberais devem propor à Humanidade uma mudança de paradigma para passar do Coletivismo à Liberdade, afirmando não apenas sua superioridade ética, mas também sua maior eficácia prática, porque liberdade é prosperidade.
- Para mim a democracia é um meio e uma forma, enquanto a liberdade é uma essência e um fim! E foi exatamente com esta perspectiva em minha vida pessoal que decidi que qualquer inclinação minha em direção ao Socialismo e ao Comunismo, bem como ao Islamismo, é totalmente impossível e impraticável porque estes três modelos possuem como primado essencial quatro pontos com os quais eu jamais concordarei e que são:
- LIBERDADE – A destruição da liberdade individual para submeter à pessoa ao coletivismo manipulado por um núcleo ditatorial que torna a vida de quem está debaixo dele um jugo abjeto e objetável;
- EMPREENDEDORISMO – Diante da destruição da liberdade individual, mata-se a livre iniciativa e o espírito empreendedor, que deseja criar, inovar e ficar rico materialmente falando pelo fruto do trabalho criativo e livre – antes, estes modelos propõem uma manipulação estatal pesada em impostos, ou em escravidão direta, ou ainda na forma de regras estatais de apropriação indevida do fruto do trabalho individual, da vida de quem produziu;
- CORRUPÇÃO – Com a implantação do terrorismo contra a liberdade individual e a livre iniciativa, surge então o cenário de corrupção que vai desde o assassinato de quem não quer viver fora destes dois princípios, até as narrativas de mil esquemas de propinagens, armações, caixas dois, roubalheira, dentre outros adjetivos similiares aplicáveis a funcionários corruptos do stablishment que se formam numa teoria de que o Estado com seus Servidores, por hipóttese, cuida da vida de todas as pessoas da Nação e, pior, neste campo, estes defensores e senhores do esquema esmagam a liberdade das pessoas que não concordam com suas práticas, além de tomar suas propriedades fruto do seu trabalho e da herança de seus familiares que deixaram um legado a seu favor. O Socialismo manipula isto através de impostos pesados e corrupção descarada dos figurões da sua alçada, os Comunistas defendem o ditador até o fim e, os Islâmicos não conseguem viver em paz até exterminar da Terra a nação sagrada de Yisrael. Não aceitarei pactuar com pessoas desta vertente jamais!
- DIREITOS HUMANOS – Os modelos islâmico, socialista e comunista são, a rigor e à priori, defensores de uma agenda de maldição. Os frutos de suas mãos demonstra isto nos últimos 100 anos. O Comunismo matou 100 milhões de pessoas por pretenderem ser Livres. A Social-Democracia, em todas as suas formas quebrou com todos os Países onde se estabeleceu algumas vezes e no caso específico do Brasil nos legou um atraso de pelo menos 50 anos em termos de tudo, desde o desenvolvimento econômico até a educação de nossas crianças que é ridícula! Os Islâmicos são uma maldição para o Mundo com seus textos fanatistas que apontam para assassinato de cristãos e de israelitas por puro sadismo ideológico retrógrado e totalmente antidemocrático e anti-liberdade!
- O Manifesto de Oxford de 1947 Que Defendo!
Minhas conexões com o pensamento inglês – embora eu seja muito fraco no domínio da língua inglesa – é total. Dois pontos são muito fortes na minha interpretação da Era Contemporânea em que estou inserido e que consiste em minha realidade. E dou especial atenção à isto porque, embora a História seja fundamental para alinhar uma sequência cronológica de fatos e considerações, o que me importa de real é minha vida verdadeira aqui e agora e o legado que vou deixar.
Assim, não posso negar a valiosíssima influência (1º ponto) da Revolução Industrial como o primeiro grande marco que pontua minha mente no cenário do entendimento da História Política Contemporânea, (2º ponto) seguido da brilhante tenacidade inglesa frente aos horrores da Segunda Grande Guerra contra o Socialismo de Hitler e de Mussolini – suportando sozinho por quase 3 anos os demônios germânicos até que os EUA entra com seu inestimável auxílio e, desta forma pontuam a segunda grande marca de minha compreensão essencial da História Política de nosso tempo.
Ora, o resultado de todo o brilhante esforço do Império Britânico, associado aos Estados Unidos na defesa da posição Liberal-Democrática no Mundo pode ser bem esclarecida como uma lista de princípios que foram com altivez moral estabelecidos em Oxford, na Inglaterra em 1947, consolidando a terceira base de minha fundamentação em torno do verdadeiro liberalismo que me interessa.
Este Manifesto de Oxford, elaborado em Abril de 1947 por representantes de 19 Partidos Políticos Liberais no Wadham College of the Oxford, liderado pelo memorável liberal Salvador de Madariaga, é um documento que descreve os princípios políticos básicos da Internacional Liberal.
Cinquenta anos depois, em 1997, a Internacional Liberal retornou a Oxford e publicou um suplemento ao manifesto original, chamado Agenda Liberal Para o Século XXI, descrevendo as políticas liberais em maior detalhe. Foi adotado pelo 48º Congresso da Liberal International, que foi realizado entre 27-30/11/1997 na Prefeitura de Oxford.
O texto conclusivo assim de impõe e eu adoto como minha linha de convicção como liberal-democrata:
DECLARAÇÃO LIBERAL DE OXFORD EM 1947
PRESIDÊNCIA DE SALVADOR DE MADARIAGA Y ROJO
Nós, liberais de dezenove países, reunidos em Oxford numa época de desordem, pobreza, fome e medo causados por duas guerras mundiais;
Convencidos de que esta condição do Mundo é em grande parte devido ao abandono dos princípios liberais;
Afirmamos nossa fé na presente Declaração:
Primeiro Princípio
- O homem é antes de tudo um ser dotado com o poder do pensamento e ação independente, e com a capacidade de distinguir o certo do errado.
- O respeito pela pessoa humana e pela família é a verdadeira base da sociedade.
- O Estado é apenas o instrumento da comunidade; não deve assumir nenhum poder que entre em conflito com os direitos fundamentais dos cidadãos e com as condições essenciais para uma vida responsável e criativa, nomeadamente:
- Liberdade pessoal, garantida pela independência da administração da lei e da justiça;
- Liberdade de culto e liberdade de consciência;
- Liberdade de expressão e de imprensa;
- Liberdade de associação ou não de associação;
- Livre escolha de ocupação;
- A oportunidade de uma educação completa e variada, de acordo com a capacidade e independentemente de nascimento ou meios;
- O direito à propriedade privada e o direito de embarcar em empreendimentos individuais;
- Escolha livre do consumidor e a oportunidade de colher todos os benefícios da produtividade do solo e da indústria do homem;
- Segurança contra os riscos de doença, desemprego, incapacidade e velhice;
- Igualdade de direitos entre homens e mulheres.
- Estes direitos e condições podem ser assegurados apenas pela verdadeira democracia. A verdadeira democracia é inseparável da liberdade política e baseia-se no consentimento consciente, livre e esclarecido da maioria, expressa através de uma votação livre e secreta, com o devido respeito pelas liberdades e opiniões das minorias.
Segundo Princípio
- A supressão da liberdade econômica deve levar ao desaparecimento da liberdade política. Opomo-nos a essa supressão, seja por posse ou controle do Estado ou por monopólios, cartéis e trustes privados. Admitimos a propriedade do Estado apenas para as empresas que estão fora do âmbito da iniciativa privada ou em que a concorrência já não desempenha o seu papel.
- O bem-estar da comunidade deve prevalecer e deve ser salvaguardado do abuso de poder por interesses seccionais.
- Uma melhoria contínua das condições de emprego e da habitação e ambiente dos trabalhadores é essencial. Os direitos, deveres e interesses do trabalho e do capital são complementares;
- A consulta organizada e a colaboração entre empregadores e empregados são vitais para o bem-estar da indústria.
Terceiro Princípio
- O serviço é o complemento necessário da liberdade e todo direito envolve um dever correspondente. Se as instituições livres devem trabalhar efetivamente, todo cidadão deve ter um senso de responsabilidade moral para com seus semelhantes e tomar parte ativa nos assuntos da comunidade.
- A guerra pode ser abolida e a paz mundial e a prosperidade econômica restauradas somente se todas as nações cumprirem as seguintes condições:
- Fiel adesão a uma organização mundial de todas as nações, grandes e pequenas, sob a mesma lei e equidade, e com poder para impor a estrita observância de todas as obrigações internacionais livremente assumidas;
- Respeito pelo direito de toda nação de gozar das liberdades humanas essenciais;
- Respeito pela língua, fé, leis e costumes das minorias nacionais;
- O livre intercâmbio de ideias, notícias, bens e serviços entre as nações, bem como a liberdade de viajar dentro e entre todos os países, sem a censura, barreiras comerciais protetoras e regulamentos de câmbio;
- O desenvolvimento das áreas atrasadas do mundo, com a colaboração dos seus habitantes, nos seus verdadeiros interesses e no interesse do mundo em geral.
Apelamos a todos os homens e mulheres que estão em geral de acordo com esses ideais e princípios para se juntarem a nós em um esforço para ganhar sua aceitação em todo o mundo.
4. Conclusão.
Ao mesmo tempo desta iniciativa objetiva, direta, firme e contundente realizada em Oxford, no mesmo ano, sob a direta liderança do diplomata, jurista e político liberal brasileiro Oswaldo Aranha (1894-1960), presidiu a Primeira Assembleia Geral Especial das Nações Unidas, realizada em 1947, e a Segunda Assembleia Geral Ordinária, no mesmo ano. Essas duas reuniões tiveram o papel histórico de determinar – por meio da resolução 181 da Assembleia Geral – a partição da Palestina entre árabes e judeus, abrindo caminho para a criação do Estado de Israel. Em respeito à atuação do insigne brasileiro, o Brasil é sempre o Primeiro País a abrir tradicionalmente as reuniões Anuais da ONU na Assembleia Geral.
Ora, o Pacto das Nações, celebrado pelo que representa a presença de 193 Nações, que certamente estão ali em New York, nos Estados Unidos, diante do Deus Criador do Céu e da Terra – não pode ser ignorado, e toda a luta nos domínios dos homens, onde quer que estejam, tem direta conexão com o que ocorre na ONU. Que gostemos ou não, os destinos da Humanidade são tomados ali e quatro grandes correntes internacionais se digladiam em torno da disputa pelo poder supremo em comércio, indústria, recursos minerais, guerras e tantas e tantas coisas.
Estas quatro plataformas, como afirmamos no início deste texto são os (a) Socialistas, (b) os Comunistas, (c) os Islâmicos e (d) os Liberais.
Há atravessadores? Sim há.
Há piratas? Com certeza.
Há românticos? Sem sombra de dúvidas.
Há os realistas? Eu estou entre estes.
A Aliança Liberal é na direção dos princípios e valores determinados num documento mais extenso denominado Declaração Universal dos Direitos Humanos – que analisaremos em outra oportunidade!
Mas, minha posição é exatamente na firme direção da Declaração de Oxford de 1947 com as Alterações de 1997!
Que Deus nos ilumine e guarde!